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sexta-feira, 30 de junho de 2017

E-MAILS e WHATSAPP

sexta-feira, 30 de junho de 2017 - 0 Comments


Meus irmãos e irmãs, Salve Deus!

Ontem coloquei todos os e-mails em dia! Sim... Eu demoro, mas sempre respondo a todos, um por um, com o mesmo carinho e respeito. Caso alguém não tenha recebido a resposta, por favor envie novamente. As vezes cai na caixa de spam, ou, se for mais antigo, posso ter perdido na formatação do computador do início do ano. (exiliodojaguar@gmail.com)

É sempre muito gratificante este contato com vocês, e agradeço ao Pai, todos os dias, a oportunidade de, mesmo estando longe fisicamente, sentir-me tão perto espiritualmente.

Recentemente reativei os grupos do Whatsapp. Prometi adicionar alguns médiuns que escreveram, mas passei o encargo de adicionar os novos membros às administradoras do grupo. Podem pedir diretamente no e-mail delas, pois é preciso receber e concordar com as regrinhas antes de ser adicionado. No momento somente um grupo tem vagas, mas formarão uma fila de espera para os próximos. Enviem os pedidos para lugotti@gmail.come tenham paciência se já não encontrarem vagas.


Um fraterno abraço, Kazagrande

quarta-feira, 28 de junho de 2017

FUGINDO DA RAIA???

quarta-feira, 28 de junho de 2017 - 5 Comments


Meus irmãos e irmãs, Salve Deus!

A vida neste plano físico sempre apresenta situações aparentemente complicadas que visam avaliar se estamos dentro do processo evolutivo da oportunidade encarnatória que recebemos. Precisamos tomar decisões que implicam diretamente na demonstração de nosso real caráter, onde verificamos se aprendemos a lição que assumimos passar, ou se ainda estamos precisando de novas provas para entender os objetivos da evolução.

Evoluir significa estar em condições de enfrentar estas provas e tomar a decisão correta, mas qual seria a decisão correta? Salve Deus! A decisão correta é aquela que não nos cause estranheza e nos deixe em paz! Aprender a dominar os sentimentos negativos de vaidade, orgulho, inveja, ganância e outros que um dia fizeram parte das personalidades vividas em outras vidas e que hoje devem ser superadas e substituídas pelo amor, humildade e tolerância.

Considerando estas três premissas do Evangelho (Amor, Humildade e Tolerância), sem dúvidas a mais difícil de ser compreendida é a Humildade! Talvez o Amor seja o mais difícil de ser aplicado, mas a Humildade, para ser compreendida, exige a demarcação de uma sutil linha entre a ignorância passiva e a reação desmedida.

Diz o sábio que aquele que se considera humilde já deixou de ser ao assim se considerar. Logo podemos entender que a humildade virá de acordo com a real evolução, onde o espírito entende que não é preciso sofrer diante dos desafios diários que a vida apresenta.

Inúmeras situações em que nos sentimos humilhados, ou desvalorizados, seriam facilmente suplantadas se entendêssemos como uma simples aferição de que aprendemos a não sofrer pelas coisas e sentimentos terrenos. Espiritualmente os sentimentos são sinceros e as coisas apenas meios para trazer mais conforto e melhores condições para o cumprimento da missão.

Revidamos demais! Normalmente não por vingança, mas por uma reação impulsiva ao sentir-se agredido por coisas pequenas demais! Quando percebemos... Já foi! Agredimos porque nos sentimos agredidos, mesmo se a intenção da outra pessoa não seja nos agredir. Tem um grande diferença entre “se sentir agredido” e verdadeiramente “ser agredido”. Já não deveríamos nos sentir agredidos por tão pouco. Já deveríamos estar acima das picuinhas e mimimis daqueles que não possuem esclarecimento. A humildade também consiste em não se sentir agredido pelo “que vem de baixo”. É preferível pedir desculpas, mesmo acreditando estar certo, do que revidar somente para vingar o orgulho ferido pelos que não têm condições de compreender a jornada evolutiva.

Aí entramos na avaliação sobre a ignorância passiva. Ao entender que o outro ainda não compreende o porquê de sua encarnação, ou mesmo de sua missão, quando tratamos com outros irmãos de Doutrina, nós deixamos a ignorância passiva de lado, pois compreendemos que o outro não pode acompanhar o raciocínio e menos ainda ser retaliado por isso. A reação contra o ignorante apenas nos nivela ao nível dele. Não deixamos de reagir simplesmente porque “somos humildes”! Deixamos de reagir quando vemos que nossa reação não modificará a ignorância do outro.

Para que entendam melhor vou exemplificar com uma situação real:

Há algum tempo escrevi um texto, a pedido de um Adjunto de Povo, esclarecendo alguns pontos que fanatizavam o acesso a alguns trabalhos do Templo. Antes de publicar, enviei para a aprovação, pois era direcionado a esclarecer e jamais polemizar. Houve uma rápida aprovação e entendimento por parte dos médiuns para qual o texto foi dirigido, mas uma missionária, responsável pela fanatização, sentiu-se ofendida, embora jamais houvesse sido citada, e publicou um texto direcionado a ofender, citando o nome de meu Ministro e dizendo toda sorte de impropérios e mentiras. Deixando clara sua falta de entendimento pela posição que ocupa.

Dotado de uma boa retórica, eu poderia destruir frase por frase e publicar para milhares de médiuns o texto inicial e o esclarecimento, gerando vibrações que poderiam destruir a médium. Porém preferi me desculpar, ou melhor, pedir perdão publicamente, mesmo tendo total segurança de cada palavra de meu texto inicial, e me afastar de qualquer polêmica. Doeu? Nem lembro mais, mas creio que na hora doeu. Sofri com isso? Não, em absoluto!

Dou este exemplo apenas porque já passou um bom tempo. É preciso superar as ofensas quando elas não significam nada. É preciso construir nossa própria trajetória, conquistar o respeito não pelo medo ou imposições, mas sim pela conduta.

Nossas reações devem sempre ser pautadas pelas três perguntas que sempre insisto em republicar: Vai resolver? Vai me fazer bem? Vai fazer bem para alguém? Se não?... Não vale a pena reagir!

Kazagrande

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Distante da Espiritualidade

quarta-feira, 14 de junho de 2017 - 4 Comments


Em nossa jornada por este plano físico somos cercados por situações que tomam nosso foco central e exigem uma atenção especial. Uma necessidade material, de saúde, trabalho ou estudos; ou momentos de comoção emocional envolvendo nossos sentimentos de desejo e paixão, ou ainda apego emocional a seres queridos.

Quando uma destas situações especiais se apresenta é comum abandonarmos o restante, para dedicar nossa energia e pensamentos em favor de uma solução. Alguns mergulham em sofrimentos e depressões, outros literalmente esquecem de tudo, e todos, ao redor, e se enclausuram na mente focada em busca da almejada “paz”, que possibilitaria o retorno ao equilíbrio e normalidade.

Qualquer uma destas decisões – deprimir-se, ou isolar-se – não trará a esperada “paz” que todos buscamos. Queremos segurança material, nem precisa muito, costumamos dizer... Queremos um relacionamento confiável e amoroso... Queremos apenas esta tranquilidade para poder “rezar em paz e agradecer”.

Clamamos à Espiritualidade soluções para que possamos ter condições de cumprir a missão espiritual. Fazemos promessas de que quando tudo estiver resolvido vamos nos dedicar ao Templo, ou até mesmo a um trabalho específico. Juramos que pedimos pouco... apenas uma solução imediata!

Mas... Sempre tem um “mas”, não é?

Mas isso é exatamente o que todos querem! Seja médium da Doutrina, ou um ateu. Todos somente desejam ter segurança, equilíbrio e prometem fazer o bem depois, para poder compensar o tempo perdido nas divagações e depressões.

Não somos melhores que qualquer outro ser humano! A diferença reside justamente na possibilidade de podermos fazer o bem independente das condições circundantes. Temos em nossas mãos todas as ferramentas para cumprirmos uma missão espiritual que semeará o verdadeiro futuro de nossas vidas, além da vida!

E acabamos nos afastando justamente da Espiritualidade para nos dedicar a solucionar o problema imediato que se apresenta. Com o passar do tempo devíamos perceber que os problemas nunca acabam! Cada vez que algo se soluciona, aparece um novo desafio! Aliás... A palavra correta a ser usada jamais deveria ser “problema”, deveria sempre ser “desafio”. Não viemos a este plano a passeio, nem para ser “apenas” missionários... Somos missionários Kármicos. Temos uma missão, mas ela corre em conjunto com os desafios de nossos karmas.

O distanciamento da Espiritualidade sempre trará prejuízos e dificultará ainda mais o aparecimento da solução esperada. O fato de focarmos apenas em um prato de nossa tríplice balança da vida, sempre trará ainda mais desequilíbrio. E não falo de ir ao Templo, ou de estar no Templo! O distanciamento da Espiritualidade ocorre quando imergimos em nosso egoísmo e deixamos de lado nossas orações, nossa intuição, nosso contato com o espiritual. A razão nos manda focar no problema, mas por vezes a solução estará na intuição despertada pela fé! Razão e Fé: Um equilíbrio que sempre será benéfico para todos os seres humanos.

Ao fazermos nossas orações, lembrar de nossos três horários, e, quando possível ir ao Templo para dedicar-se aos que nos forem confiados (não para chorar as próprias mazelas no ombro do Preto Velho), realizando assim a verdadeira caridade, duas coisas acontecem: primeiro seus Mentores avaliam a possibilidade em aliviar seu karma pela Lei do Auxílio; segundo seu padrão vibracional se eleva e permite que seja ajudado, que desperte a intuição! Os Mentores somente podem lhe ajudar se você permitir, e nós permitimos pelo nosso padrão vibracional, e não por preces mergulhadas em um padrão negativo, de desânimo e pessimismo.

Fé é a justa medida entre o conhecimento e a ação! Entendemos o desafio e nos propomos a encará-lo. Sem mimimi e promessas vãs, mas com coragem, esperança e a certeza que o desafio que naturalmente se apresenta, naturalmente será sanado.

Kazagrande

segunda-feira, 12 de junho de 2017

É PRECISO VALER A PENA

segunda-feira, 12 de junho de 2017 - 3 Comments


Tudo em nossa vida deve obedecer ao equilíbrio e coerência. O equilíbrio sempre será baseado na observância dos fatores físicos, emocionais e espirituais, mas a coerência demanda observação e decisões que nem sempre são fáceis. Ser coerente é encontrar a justa medida entre falar/agir, e calar/esperar.

“Sou aquele que fala, e cala quando deve”, já nos ensina o Terceiro Sétimo! Por vezes é muito difícil calar! Pode formar uma sensação de omissão, ou pior... de covardia! Mas aprender a calar é a essência da sabedoria.

O grande questionamento não deve ser sobre “covardia”, mas sim sobre a efetividade das palavras ou mesmo ações. Tem que “valer a pena!”. É preciso avaliar com sinceridade, sem máscaras e sem qualquer pretensão, se nossa ação, ou mesmo nossas palavras trarão algum efeito prático. As três perguntas chaves para qualquer decisão em nossa caminhada são simples e traduzem, nesta mesma simplicidade, a necessidade, ou não, de nossas ações e reações.

1º - O que vou fazer, falar, ou até mesmo pensar, vai resolver a situação? Trará uma solução?

2º - O que vou fazer, falar, ou até mesmo pensar, vai fazer bem para mim? Bem “de verdade”! Ficarei em paz, ou com sentimento de “revide” que irá se transformar em culpa depois?

3º - O que vou fazer, falar, ou até mesmo pensar, fará bem para alguma pessoa? Deixarei alguém feliz, vibrando positivamente em paz?

Se a resposta a qualquer destas perguntas for não, por que fazer? Se não resolve, não faz bem para mim e não faz bem para outras pessoas, será até uma questão de inteligência deixar de fazer, de falar e até de pensar!

Isso vale tanto para nossas pequenas raivas, como para situações maiores e mais complexas. A simplicidade sempre será a maior faceta da sabedoria. Deixar de reagir às provocações, deixar de dar respostas ferinas, parar de questionar e semear dúvidas... Tudo isso trará muito mais benefício do que reações negativas. Calar é uma ciência que conduz à evolução!

Sufocar o “espírito guerreiro” e despertar o “espírito da disciplina” traz benefícios para todos e neste ponto avaliamos a sabedoria dos mestres que ensinaram a “não reação”.

Obviamente não somos cordeiros... Temos vontade de reagir, de gritar, de colocar ordem nas coisas, mas qualquer reação deverá ser passada pelo crivo das três perguntas. Se houver solução, se valer a pena... Aí compre a briga sim! Mas se a satisfação do revide for a única vitória que irá obter... Salve Deus!

Muitas vezes já desejei consertar situações que se apresentam na minha frente, mas ao observar que os beneficiados não desejam o benefício, eu me calo! “Ajudamos a quem quer ser ajudado”. Não recusamos um pedido de auxílio, mas não saímos por aí nos intrometendo onde não fomos chamados. E isso vale para toda nossa vida, inclusive para situações dentro do templo. Aferimos nosso grau de responsabilidade e nos atemos a ele. Estaremos prontos para ajudar, mas nunca nos metendo onde acreditam tudo estar bem. É preferível cumprir a missão dentro da Individualidade.
Kazagrande

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Homenagem - Adjunto Ypuena

quinta-feira, 8 de junho de 2017 - 5 Comments

Salve Deus!
Ontem, 07/06/2017, nos deixou fisicamente o Adjunto Ypuena, Mestre Lacerda. Confesso ter ficado muito triste, talvez o verdadeiro sentimento seja um grande vazio... Pois não haveria motivo para entristecer ao saber que este Adjunto estará colhendo os frutos da belíssima missão que cumpriu entre nós. Fica sim um vazio... Uma saudade imensa e um respeito imensurável!

Republico aqui uma singela homenagem que fiz em 2010, com o mesmo sentimento de amor e respeito por este grande e inquestionável missionário. Kazagrande

Mestre Lacerda!!!
Hoje o Exílio do Jaguar homenageia um dos maiores Adjuntos de Povo da Doutrina do Amanhecer: O Primeiro Mestre Luz Evangélico da Falange de Consagração – Mestre Manoel Feitosa Lacerda, ou Mestre Lacerda – Adjunto Ypuena!

Nunca fui muito próximo fisicamente deste excepcional Mestre, mas espiritualmente minha ligação sempre foi muito forte. Sem ele saber, muitas das iniciativas, que tive em minha jornada missionária, foram inspiradas pela conduta deste valoroso exemplo.

Tive a oportunidade de conhecer grande parte de sua jornada ao trabalhar na “reforma” da Casa Grande, na década de 90 (coloco assim por não recordar com precisão o ano). Entre as pessoas envolvidas no “monta e desmonta painel”, classificação de fotos, confecção de legendas, sempre estava presente algum componente expressando sua admiração pelo Mestre. A cada foto, uma nova passagem... Afinal, reconhecer-lo ainda com os cabelos soltos e sua característica cor branca, não seria possível para quem não conviveu com ele nos primeiros tempos.

Mestre Lacerda, além de assumir a missão de ser um Adjunto de Povo, sempre se preocupou verdadeiramente com a situação de quem o procurava. Inspirado em não deixar jamais a fé sem obras, iniciou a “Mansão dos Ypuenas”, hoje conhecida como a Casa Transitória do Povo Ypuena. Alimentando o Espírito e o corpo físico. Sua obra serviu de referência para muitos outros Adjuntos, que seguiram o mesmo caminho depois.

Sem recursos, ele e seu numeroso, porém humilde povo, começaram com almoços (sopas), até que pela perseverança e segurança na missão, transformou-se na grandeza hoje respeitada em todos os planos, físicos e espirituais.

Um homem simples, de fácil acesso, nas vezes que o procurei nunca tive dificuldade. Empenhado nos trabalhos espirituais, sempre cumprindo todas as suas obrigações e julgando que ainda fazia pouco pelo que havia recebido.

Minha admiração, pela qual hoje presto homenagem, estende-se a seu povo! Mestres e Ninfas que passaram, ou que ainda fazem parte de minha jornada.

Salve Deus, Mestre Lacerda! Meus respeitos e homenagem,
Deste seu componente de coração,

Kazagrande

Lição da Semana


Salve Deus!
Publico aqui uma das valorosos lições recebidas do Adjunto Ypuena, Mestre Lacerda... Este deixou saudade... Muita saudade! E tenho absoluta certeza que seu caminho espiritual estará pavimentado  pelas vibrações de amor que receberá eternamente deste povo que acolheu e amor como filhos. Kazagrande


"Quando alguém lhe magoar ou ofender, não retruque.


Não responda da mesma forma.


Apenas sinta compaixão por aquele que precisa humilhar, ofender e magoar, para sentir-se forte".

Adjunto Ypuena – Mestre Lacerda

UM LUGAR PARADISÍACO

Pelo Adjunto Ypuena - Mestre Lacerda

Eu dormia quando Tia Neiva levou-me a um lugar no espaço, lugar esse que tinha a forma de uma pedra arredondada. Daquele lugar tínhamos uma visão de todo aquele mundo. Tia Neiva pediu-me para que prestasse atenção nas cores que ali existiam, pois o lugar era de um colorido tão lindo que não tenho palavras que possam descrever com precisão aquele magnífico ambiente. Tia Neiva pediu-me que andasse por aquele lugar. Comecei a me sentir levitando naquele mundo colorido. Cheguei a um lugar onde o transporte era realizado através de várias correntes aquáticas.

As águas desses rios dividiam-se em cores; era fantástica a movimentação das águas, indo e vindo, subindo e descendo, igualmente à movimentação de escadas rolantes aqui na terra. Era como um mundo sem maldade, uma coisa pura e bela... Ao retornar, Tia Neiva pediu-me para que eu voltasse à minha casa. Observando, na minha chegada, vi meus dois filhos dormindo e minha mulher fazendo café.

Na situação em que eu me encontrava, em meu corpo etérico, as paredes não representavam obstáculo, assim, podia atravessá-las sem maiores transtornos e retornar ao meu corpo físico, que despertou em seguida. Acordei meio tonto e confuso, até mesmo com certo conflito em relação ao quadro espiritual vivido por mim fora da matéria.

Tão logo retomei a lucidez pude constatar que, realmente, a minha mulher fazia café e meus filhos dormiam calmamente. Eram seis horas da manha. Mais uma experiência que pude fixar com clareza em minha mente, podendo assim assimilar melhor as minhas idéias, os impulsos, as sensações e imagens da vida fora da matéria, Salve Deus.

Adjunto Ypuena - Mestre Lacerda

Livro: A vida fora da matéria no duplo etérico da terra

sexta-feira, 2 de junho de 2017

ESSA TAL JUSTIÇA DIVINA

sexta-feira, 2 de junho de 2017 - 5 Comments



Meus irmãos e irmãs, Salve Deus!

Muitas vezes olhamos para o alto e questionamos Deus sobre sua justiça. Não entendemos como pode haver tanta injustiça no mundo e até mesmo em nossas vidas! Salve Deus! Pelo conhecimento que adquirimos nesta caminhada, já não temos este direito.

Entendemos claramente que a Lei do Reajuste sempre está presente, e que mesmo com o perdão, ainda existirá a necessidade de reequilibrar o que desajustamos por não saber amar. Não recordamos do passado, das outras vidas, e devemos até agradecer por isto. Afinal, como receberíamos, no seio de nossa família, nossa mais sofrida vítima, ou nosso mais terrível algoz? Com o Divino esquecimento podemos nos unir até por laços familiares e reajustar por amor. Sim! A premissa de todo reajuste sempre será “primeiro por amor”, restando a dor quando não conseguimos, novamente, amar!

Observamos também, aflitos, tantas situações por toda nossa cidade, nosso país, nosso planeta... Hoje a velocidade das comunicações permite conhecermos dramas de outras nações, por mais distantes que estejam, no momento que estão acontecendo. A chegada destas informações, na verdade, traz mas luz ao mundo, pois passamos a enxergar o que estava escondido e que sempre existiu. Podemos rezar mais pelos que sofrem, sabemos das dores que enfrentam e isso deveria despertar nossa consciência para a oportunidade que recebemos de nascer em uma pátria abençoada e participar de uma Doutrina com tantas possibilidades de trabalho.

Mas muitas vezes escolhemos questionar... Olhamos para o próprio umbigo  e consideramos nossa dor a pior possível! Nosso egoísmo nos leva a, de maneira insana, tentar rezar por nós mesmos, esquecendo tantos que precisam da energia da oração e do poder de nossos trabalhos. Vamos para Estrela pensando em arrumar emprego, ou em um salário melhor, e não recordamos da fome de tantos que a dureza de seus corações conduziu às provas de uma encarnação em condições e locais sem possibilidade de despertar pelo amor... Somente a dor enternecerá estes corações. E... Cada um escolhe a fatura a ser saldada na encarnação assumida.

Pensamos na corrupção de nosso país, hoje tão exposta, como a prova de que não vale a pena ser honesto. E não recordamos que há pouco tempo, na Itália, o juiz que iniciou trabalho parecido, foi brutalmente assassinado pela Máfia. Pensamos na criminalidade crescente e não lembramos que países do Oriente Médio e África vivem o terror no dia a dia com criminosos fardados protegidos pelo Estado.

A Justiça Divina somente poderá ser entendida quando passemos a refletir de uma maneira mais global, mais aberta. Recordemos quando Tia Neiva nos falou dos antigos Romanos, que dominaram pela guerra o velho mundo, promovendo as mais bárbaras atrocidades contra os que seriam escravizados, reencarnando na África para virem ao Brasil como escravos. Recentemente a Síria recebe antigos nazistas da Segunda Guerra, em situação oposta. Nascendo nas terras que consideravam de seres inferiores e lutando para retornar à Alemanha... Sem saber, inconscientemente, vão cumprindo seus karmas pela dor que provocaram expulsando, matando tantos naquela guerra, e hoje sentem o peso da expulsão de outra guerra. Quando suicidas tiveram a oportunidade de reencarnar neste “surto” de microcefalia, que “inexplicavelmente” quase desapareceu, mesmo continuando os mesmo índices da “zika” e com os mosquitos por aí.

A Justiça Divina sempre será perfeita. Nós que não temos a capacidade compreender tudo, ou nem devemos saber tudo. A necessária compreensão de nossos pequenos dramas surgirá com o reconhecimento do que ainda precisamos mudar, do que ainda falta para evoluir. E, se pudermos cumprir com amor, se pudermos semear o perdão que também precisamos pedir, a vida será leve. A dor nem sempre pode ser evitada, mas o sofrimento sempre será uma escolha.

Kazagrande

quinta-feira, 1 de junho de 2017

BASTA APENAS TRABALHAR?

quinta-feira, 1 de junho de 2017 - 7 Comments



Será que somente precisamos de trabalho espiritual? Seria apenas a fé a nos mover em direção à evolução? Teremos apenas que trabalhar pois a “mesa está posta”? Salve Deus!

Embora a fé seja um fator decisivo para aqueles que desejam contribuir nesta missão, devemos recordar das palavras de Tia Neiva, repetidas deste a palestra inicial: “A fé que nega a ciência é tão inútil quanto a ciência que nega a fé”.

Sim, meu irmão e irmãs! É preciso mais do que a fé! É preciso o conhecimento, sob pena de nos tornarmos “robôs místicos”, um dos temores de Tia Neiva. É preciso saber o que estamos fazendo, entender, conhecer, saber explicar. Já passamos da fase dos “mistérios da fé”, onde ficávamos sem explicações e somente rezávamos. Atualmente, principalmente para os que chegam na Doutrina agora, cheios de informações e questionando com propriedade às realizações, é preciso esclarecer, ensinar, compartilhar conhecimentos que não sejam apenas embasados na fé e experiência... É preciso coerência, instruções que não agridam a inteligência, sob pena de nos tornarmos uma seita de seguidores robotizados.

Evangelizar é trazer o conhecimento! Jamais será pregar o fanatismo ou a fé pela fé. Evangelizar é trazer os princípios de Jesus que justificam a realização dos trabalhos, mas que devem também trazer o conhecimento que nos liberta e dá a necessária segurança e emoção na realização destes trabalhos.

Por vezes vemos médiuns sedentos de conhecimento perguntando sobre o que se passa no Turigano, por exemplo... Respostas desencontradas, cheias de mistérios e misticismos, para não dizer fanatismo, acabam por desiludir aos que hoje se apresentam na Doutrina com dúvidas que não serão sanadas pelos “mistérios da fé”.

Não basta dizer “vocês precisam trabalhar”! É preciso ensinar sobre o trabalho, esclarecer, explicar o que se passa ali e trazer a correspondência com a missão de cada ato praticado. Antes tínhamos Tia Neiva e os fenômenos de sua clarividência eram incontestáveis, por isso muitos se abstinham de perguntar, pois a simples observação já era a prova necessária. Mas, sabedora que não duraria para sempre neste plano físico, ela registrou na cores de nossa fita a necessidade do conhecimento! A cura e a sabedoria, a fé e a ciência, o conhecimento e o trabalho espiritual.

Claro que muitos não precisam de nada disso. Simplesmente trabalham e se sentem felizes com isso, cumprindo tão somente pela fé. Mas os encarnados nesta Nova Era chegam em busca da compreensão, desejam entender para poder transmitir, não se satisfazem com a indicação do trabalho, querem entender. Não aceitam mais que o Adjunto os mande trabalhar, querem do Adjunto o papel de Instrutor, de pai. Querem sua experiência aliada ao verdadeiro conhecimento.

Temos um grandioso acervo, deixado por Tia Neiva, e o conhecimento não pode ficar velado. Não basta distribuir as cartas marcadas para determinadas aulas, é preciso comentar, explicar cada uma delas, e ir além, trazendo a cada semana, ou a cada reunião, uma nova carta, uma nova explicação, uma nova aula!

O povo já não precisa apenas de trabalho, precisa de conhecimento para trabalhar com esclarecimento e direcionando suas energias por esta compreensão. Imagine se o médium entende o papel que desempenha na posição que assume no Turigano? Se entende o que recebe no momento da invocação das forças? Se sabe do que se trata cada canto específico e que tipo de energia é manipulada naquele momento? Tenho certeza absoluta que já não seria o mesmo! Que a cada novo canto saberia o que mentalizar, teria motivos para manter sua concentração... E, vou mais longe, teria motivos para participar do trabalho além da fé que o conduziu até ali.
Kazagrande


(O Turigano foi usado apenas como exemplo, aplica-se este questionamento a todos os demais trabalhos).

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