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terça-feira, 29 de junho de 2010

O “caboclo uivador” e o emplacado

terça-feira, 29 de junho de 2010 - 7 Comments


Após a publicação dos últimos artigos sobre as incorporações, recebi vários emails, principalmente de Ajanãs, que protegidos pelo anonimato que a internet proporciona, puderam enfim expor suas dúvidas e revelar um pouco mais sobre a dificultosa e grandiosa missão de incorporar uma Entidade de Luz.

Sim, meus irmãos! Como é difícil sentir-se digno de ser um receptáculo da majestade divina! A consciência que tanto os protege na incorporação, também fomenta a dúvida e aumenta ainda mais a já tão grande responsabilidade.

Visando trazer um pouco mais de esclarecimento para este tão extenso tema, volto a tecer alguns comentários sobre o desenvolvimento do Apará.

É preciso todo o carinho e segurança ao tratar com estes médiuns responsáveis pela Voz Direta. Principalmente com os Ajanãs, que por sua condição masculina e predisposição natural a liderança, sentem-se inicialmente confusos com sua tão distinta participação em nossa Doutrina.

O Doutrinador tem a função de comando, de dirigir e expandir seu espírito científico, mas o Ajanã foi poupado da responsabilidade dos comandos para carregar em suas costas unicamente a missão que lhe é confiada. Não necessitando se imiscuir em outros problemas. Deve ter a tranqüilidade de não precisar preocupar-se com todo o restante, vai ao templo apenas para transmitir as mensagens do céu e ser o portador do equilíbrio vindo da espiritualidade Maior. Por isso o grande risco de desarmonizar um Ajanã, que Tia tanto recomendava.

Suas dúvidas, quase todas decorrentes de sua responsabilidade e consciência, por vezes atrasam seu desenvolvimento, e mesmo depois de emplacados ainda sentem certo receio de ir aos Tronos. Não por não confiarem em suas Entidades, mas sim por muitas vezes não se considerarem dignos ou capazes de tão grandiosa missão.

Para que um Ajanã seja formado e desenvolva verdadeiramente todo o seu potencial, é preciso muito carinho, compreensão e segurança dos Instrutores. Explicar claramente que o primeiro passo é sempre dele, que a Entidade o respeita profundamente e jamais irá tomar uma posição agressiva fazendo com que ele incorpore! Só vai incorporar se quiser, se sentir seguro. Os movimentos, as primeiras saudações e palavras, são claramente inspiradas e saem pela vontade do Apará.

Incentivar o médium a soltar a voz é fundamental! Nem que seja para repetir durante toda a incorporação no desenvolvimento apenas “Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo”. A energia do aparelho deve ser liberada para que possa ser manipulada.

Muitos médiuns de incorporação, ainda em desenvolvimento, se calam por ouvir somente em sua cabeça a mesma frase. Mas isso é parte do desenvolvimento! A Entidade o inspira a repetir constantemente a mesma frase ou saudação para que emita a energia que está acumulada e precisa ser manipulada. É isso! Sim, é necessário que o aparelho fale! Jamais um Instrutor pode questionar porque a Entidade só diz a mesma coisa, isso faz parte do processo. A energia emitida é trabalhada pela Entidade em favor do próprio aspirante.

Dizer o nome da Entidade, no início, por vezes também é fator de preocupação desnecessária. Normalmente o primeiro nome que vem na cabeça é o nome projetado pela Entidade. Lembremos que a entidade se apresenta em uma roupagem, e o nome pertence a esta roupagem que ela está usando. Muitos espíritos que se apresentam como Pretos Velhos, nunca tiveram uma encarnação como escravos. São mentores de luz que “vestem” esta roupagem, característica de nossa Corrente, para se apresentarem em conformidade com nossa leis. Portanto não há nenhum dano se você disser o “nome errado”. Seu mentor já superou há muito tempo a fase da “mágoa”. Ele estará a sua disposição, e se necessário, outro nome virá mais tarde, às vezes somente na hora do emplacamento é que vem um nome diferente, e por vezes com o mesmo tônus energético.

As primeiras mensagens são realmente difíceis! Parecem vagas, um tanto superficiais, e muitas vezes acabam novamente gerando dúvidas no Apará. A missão do Instrutor é esclarecer que isso também faz parte do processo natural de desenvolvimento. Seria maravilhoso poder incorporar e já sair dando aquelas maravilhosas mensagens que lemos nas cartas de Tia Neiva, ou ouvimos em gravações. Mas tudo isso é um processo de confiança e entrega. A Entidade, além de usar sua energia para realização do trabalho, também tem eu adaptar-se a sua mente, aos seus conhecimentos, para inspirar as mensagens de acordo com sua possibilidade inicial. Caso chegasse aos seus ouvidos uma mensagem com palavras eruditas e desconhecidas para você, será que teria coragem de falar o que você não conhece? Não questionaria se aquilo não é interferência? Pois bem, sabendo disso, as Entidades usam palavras que provem de sua mente. Isso inicialmente, pois com o tempo, com a sua segurança e confiança, passará a receber mensagens cada vez mais elaboradas e que só serão compreendidas pelo próprio paciente e pelo Doutrinador.

Resumindo... Solte a voz, libere-se dos preconceitos, medos e orgulhos! Quando estiver desenvolvendo não tenha medo de nada, erre se necessário for, mas não deixe de seguir a intuição. Caso fale alguma saudação que não seja condizente, ou dê o nome de uma entidade que soe estranho demais para nossa Corrente, receberá a orientação para que na próxima vez também atente para este pequeno detalhe. Está em desenvolvimento e são naturais as confusões até mesmo sobre a energia que está presente. Um Preto Velho batendo no peito igual ao Caboclo... Sim, os dois, Preto Velho e Caboclo estão ali presentes e o médium em desenvolvimento capta as duas vibrações e ainda não consegue separá-las, então acontece.

Para maior conforto ainda... Observe o desenvolvimento de um Doutrinador: Quantas vezes têm que repetir o passe magnético para que acertem? E quantos ainda acabam errando justamente na hora do emplacamento? O Apará também tem suas dificuldades e vai errar no principio como qualquer aspirante.

Pretendia escrever sobre outro tema, queria falar sobre o “caboclo uivador”... Mas, mesmo não sendo Ajanã, sigo minhas intuições e deixo que as mensagens fluam, sem medo de errar.

Kazagrande

sexta-feira, 25 de junho de 2010

As dúvidas dos Aparás

sexta-feira, 25 de junho de 2010 - 13 Comments

Salve Deus! A incorporação consciente, característica dos Iniciados na Corrente Indiana do Espaço, é sempre um tema delicado a ser tratado pelos instrutores.

Vejamos o quê acontece, passo a passo com um Apará:

Ao iniciar seu desenvolvimento mediúnico ansiedade natural toma conta do médium. Não sabe o quê esperar! Inicialmente acredita que a Entidade vai “tomar conta do aparelho” gerando um estado de inconsciência total. Vai “apagar”, como se estivesse dormindo, e despertar sem lembrar de nada.

Na verdade isso não acontece! Ao iniciar o desenvolvimento passa a sentir um leve torpor, mas que não desvanece sua consciência. Uma Entidade de Luz respeita completamente a individualidade do médium. Não vai “incorporar” 100%. Na verdade vai posicionar-se, e projetar no médium suas energias e intuições, inspirando os movimentos e palavras. Ou seja: Não vai agarrar o braço do médium e fazer com que ele se movimente. O médium sente a “vontade” natural de movimentar os braços no sentido de limpar sua aura, mas se não der o primeiro passo, se não mover-se manifestando sua concordância, simplesmente isso não vai acontecer.

Ao dar o primeiro movimento, os outros a seguir vão surgindo de forma naturalmente inspirados. A consciência continua ativa!

O mesmo se dá com as primeiras palavras. “Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo”. A frase não sai da cabeça, é repetida pelo instrutor, a vontade de repeti-la é grande, mas se não houver o primeiro passo, se não falar pela primeira vez, a Entidade não vai dominar suas cordas vocais e pronunciar as palavras! Quem fala é o Apará! Ele é a manifestação do fenômeno e não o fenômeno. Após as primeiras palavras a intuição se apura, e sente como se uma voz fosse “soprando” em seu ouvido as palavras a serem ditas. A voz sai normalmente um pouco alterada, resultado do torpor físico que se submete durante a mediunização, mas a consciência está desperta.

Vejam: Durante a incorporação um Apará tem total consciência do que está se passando. Pode ouvir, e quem transmite a mensagem é ele. A mensagem vem inspirada e quase nunca sabem quais são as próximas palavras que serão pronunciadas, mas amedrontando-se e não iniciando a mensagem, simplesmente não irá falar nada. Tem o total controle e domínio do fenômeno.

“Mestre, eu não lembro nada que passou nos Tronos!” Salve Deus! Após a incorporação, as lembranças vão se desvanecendo. Vão se apagando e normalmente só fica registrado o quê efetivamente pode ser útil ao médium, como uma mensagem especial e particular para ele mesmo. Repito, depois da incorporação a lembrança da comunicação vai se apagando, mas durante a comunicação a consciência é clara! Ele ouve tudo que está a sua volta!

Voltando aos movimentos... O comportamento do corpo do Apará também está sob seu controle total! A maneira como se comporta, como manipula as energias, é inspirada e jamais “tomada” a força.

Quando incorpora um “irmãozinho” o Apará sofre uma forte influência sobre seus sentimentos e desejos. Tem vontade de bater na mesa, gritar, emitir sons, movimentar-se, tomar posturas arrogantes, tentar fitar o Doutrinador. Porém nada disso é possível sem a permissão do Apará! Quem permite os movimentos, sons, etc. é sempre o Apará.

Um médium bem formado comporta-se com elegância em qualquer situação. Respeita a Entidade de Luz e o sofredor, que necessita de amor, acolhimento e Doutrina naquela hora, e não de mesclar-se nas emoções de um médium desequilibrado, que dá vazão as suas vontades de manifestar-se de forma fora do correto.

Movimentações e sons inapropriados ao nosso trabalho são na verdade desequilíbrios do médium ou erros em sua formação, onde o instrutor não soube conduzir devidamente as manifestações que se apresentavam.

Médiuns que batem na mesa, que permitem comunicações de sofredores, que voltam-se para o Doutrinador, que respiram de forma ameaçadora... São médiuns que não estão em seu equilíbrio perfeito, com falha de formação, e jamais podem ser considerados como exemplos de conduta e de “força”.

Os médiuns mais antigos são exemplos para os mais novos. No período de instrução os aspirantes são orientados justamente sobre como comportarem-se nos setores de trabalho. Porém com o tempo, passam a observar médiuns mais antigos, que adquiriram certas deformidades na incorporação, e pensando serem estas na verdade uma “manifestação de força”, acabam seguindo os mesmos passos.

Em nossa Doutrina, a Corrente Mediúnica é fidalga, elegante. O comportamento dos médiuns é discreto. Somente incorporam Entidades de Luz para os trabalhos, o quê significa que irão respeitar o médium e sua integridade física. Um sofredor ao incorporar, por menos esclarecido que seja, sentirá os efeitos benéficos da troca de energia, tranqüilizando naturalmente seu caráter revoltoso. Ele somente se manifesta de forma negativa, se encontra nos médiuns um desequilíbrio do qual possa se aproveitar.

Voltando as dúvidas... Esta total consciência nas incorporações leva muitos médiuns a duvidar de seu próprio trabalho e até mesmo a buscar refazer seu teste mediúnico. Meus irmãos e irmãs, é natural! Naquele momento em que tudo parece tão claro e consciente, ao mesmo tempo as palavras surgem intuídas, os gestos são tranqüilos e quase automáticos. A mensagem toca o coração!

“Mas será que não estou com uma interferência?” A interferência de um “irmãozinho” é de total responsabilidade do Doutrinador! Ele é quem deve identificar se algo está errado. Se houve alguma mudança de energia, se a mensagem está truncada, se está seguro de tudo que ali se passa. Um Doutrinador tem total responsabilidade sobre um Trabalho de Tronos e deve respeitosamente interferir em qualquer situação que considere duvidosa, seja fundamentada ou não. Uma Entidade de Luz não vai incomodar-se com o excesso de zelo, ao contrário, ficará feliz em saber que ali está um Doutrinador que deseja ter certeza do Trabalho e está focado em sua realização.

A aproximação de um sofredor se caracteriza pelo distanciamento da “voz” da Entidade de Luz. A mensagem vai ficando mais longe... É nessa hora em que deve fechar as mãos, e entregar-se a Doutrina e Elevação. Não tem que sentir “um peso” para isso! Qualquer distanciamento, dúvidas que surjam durante um atendimento, é sinal de que existe a possibilidade de estar aproximando-se um irmãozinho, e é hora de dar passagem a ele.

“E quando o Apará interfere na comunicação?” Este sim é o caso mais grave de interferência que pode acontecer! E tem responsabilidade real, e um altíssimo custo para o Apará. Devido a consciência do Apará no momento da comunicação, este pode se sentir tentado a realizar alguma interferência. Passando alguma mensagem pessoal ou particular para alguém de seu círculo íntimo. Este é o maior risco que um Apará corre ao atender nos Tronos principalmente a familiares, amigos e outros médiuns de sua convivência. Ao direcionar mensagens de acordo com sua vontade, a Entidade de Luz se afasta, e ele assume o risco sozinho pela sua desdita. O Doutrinador pode até identificar a situação e deve interferir se assim sentir a intuição e necessidade. Porém, a interferência do próprio Apará nas comunicações gera uma dívida exclusiva para ele mesmo. Consciência e responsabilidade. Cada um no seu papel!

Prepara-se, mediuniza-se, e desta forma, nenhum Apará precisa sentir receios de ir trabalhar nos Tronos. Lá, ele entregando-se ao Trabalho, entrega a responsabilidade ao Doutrinador. Confia nele! Na comunicação, nos gestos, apenas deixa fluir... Dá o primeiro passo e o restante vem por acréscimo!

A sincronia e precisão de nossos Trabalhos praticamente garante sua realização com perfeição. Temos toda uma ritualística energética antes de chegar aos Tronos. Nossa parte é cumpri-la com precisão e estarmos verdadeiramente bem para este trabalho.

Kazagrande

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Obras de Camile Flammarion

quinta-feira, 24 de junho de 2010 - 0 Comments

A MORTE E O SEU MISTÉRIO - VOL I


A MORTE E O SEU MISTÉRIO - VOL II


A MORTE E O SEU MISTÉRIO - VOL III




Nicolas Camille Flammarion

Flammarion foi amigo de Allan Kardec. Ao pé do túmulo do companheiro fez um discurso em sua homenagem afirmando que o mesmo era "o bom senso encarnado". A íntegra desse discurso consta do início de Obras Póstumas, em edição da FEB. Posteriormente à sua morte, o iniciante nos estudos Allan Kardec, começou a se dedicar no aprofundamento teológico do espiritismo.

As obras de Flammarion, a partir de então, revelam a sua visão espírita sobre questões fundamentais para a humanidade.

Foi educado em Langres e trabalhou no observatório de Paris sob orientação de Leverrier de 1862 a 1866. A partir dessa época, Flammarion começou a escrever livros populares de astronomia que foram traduzidos para diversas línguas. Uma de sua obras mais conhecidas é Astronomia popular, de 1880. Editou uma série de revistas científicas e astronômicas.

No fim de sua vida escreveu sobre pesquisas de física. Em 1883, Flammarion fundou o observatório de Juvisy-sur-Orge, dirigindo-o pelo resto de sua vida, incentivando o trabalho de observadores amadores.

Em 1887 fundou a Sociedade Astronômica da França. Seus trabalhos para a popularização da astronomia fizeram com que fosse agraciado, em 1922, com um prêmio da Legião de Honra.

Camille Flammarion (Montigny-le-Roi, 26 de fevereiro de 1842 - Juvisy-sur-Orge, 3 de junho de 1925) - Espírita e astrônomo francês.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Palavras do Divino Mestre Jesus

quarta-feira, 23 de junho de 2010 - 1 Comment

Nosso Evangelho foi sabiamente decodificado em três palavras: Amor, Humildade e Tolerância. Mas nos escritos antigos ainda existem muitas palavras de sabedoria trazidas pelo nosso Divino e Amado Mestre.

"Ponde minhas palavras em vossos ouvidos", disse Jesus. Se o próprio vento possui uma direção, teria Jesus transmitido alguma lição, ao acaso?

Vamos sorver suas palavras como a água viva que prometeu a Samaritana, com elas, jamais teremos sede novamente!                          Kazagrande

Não permitais que a treva te domine.

Abençoa os que te caluniam.

Sê a claridade do mundo que espera de teu concurso uma vida melhor.

Compadece-te dos doentes.

Auxilia as crianças e os velhos.

Não recuses o copo d'água ao sedento.

Divide o teu pão com o vizinho necessitado.

Cura os enfermos e ensina-lhes a direção do Reino de Deus.

Não desencorajes o companheiro.

Sacrifica-te pelo engrandecimento comum.

Abre o coração aos avisos celestiais.

Olvida todas as vacilações, crê no Poder Divino e santifica-te nas boas obras.

Sê o abençoado servidor de todos.

Não procures os primeiros lugares nas assembléias, mas aprende a ser útil em toda parte.

Ama o próximo, até o sacrifício, porque perdendo a vida, em favor dos outros, ganhá-la-ás, abundantemente, na Eternidade; e, se abandonado de alguns, em tua devoção à justiça, receberás a glória de partilhar as alegrias da Família Universal.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

VIDA

segunda-feira, 21 de junho de 2010 - 0 Comments


Sim, muitas vezes a fatalidade vem nos atingir separando-nos de pessoas que amamos, de lugares que nos fazem bem e cômodas situações que davam relativa paz. Mas em contra ponto a chamada “sorte” aparece repentinamente trazendo de volta realizações felizes com as quais jamais haveríamos de sequer sonhar.

Na vida nada acontece por acaso. Tudo tem sua explicação, seu motivo, sua causa e sua razão de ser. Ninguém pode aprender somente com o êxito, somente pela felicidade... Tia Neiva

Também passamos por momentos em que o desânimo impera e ficamos estáticos sem saber o quê fazer, para onde ir... Na mesma medida chega em determinados momentos da vida uma energia fantástica que nos impele a lutar e descobrir todo o nosso potencial em períodos de franca realização, para nós e para aqueles cque confiam em nós.

É verdade que passamos pela tristeza das derrotas, sofremos perdas humilhantes, nos desiludimos e até chegamos a soterrar o amor próprio. Em contra partida também saboreamos a vitória, o reconhecimento, e um orgulho saudável de saber-se capaz.

Agora mesmo muitos estão chorando de dor, e muitos também comemorando o dom vida. Cada qual no seu momento, se alternando a cada dia, a cada volta da roda da fortuna.

É evidente que podemos notar a maldade permeando nosso convívio, mas a bondade também está presente a todos os momentos, em todos os lugares. De uma forma mais sutil, pois a verdadeira bondade se difunde na silenciosa humildade.

Milhares nesta hora passam fome, frio, dor, solidão... E outros milhares saem em busca de trazer o conforto, o aconchego, o aquecimento, o alimento do corpo e do espírito.

Quantos aceitam a jornada missionária e fazem a diferença em alguma coisa. Doutrinando, emanando e curando. Ou alimentando, servindo, aquecendo. Todos amando! Semeando a bondade sem fazer questão de colher os frutos do reconhecimento.

Estes, já passaram pelas agruras da falta de pão, da dor, do esquecimento. Nesta ou em outras vidas, e por isso chegam de volta a este plano despertos para a missão de amar, de acolher, de curar!

A vida não perdoa, filho! Morreremos pelo caminho se não nos conscientizarmos, de não soubermos exatamente aquilo que nos pertence. Ver e viver, antes que os sinais da angústia te obriguem, te oferecendo novos olhos, novas perspectivas, te complicando para entender em novas ciências o que há de mais simples: Amor e Deus, esta eterna verdade... Tia Neiva

Assim, não lamentemos os tristes momentos, aprendemos a lição que nos está sendo ensinada. A dor que volta é a que não teve sua origem compreendida. Amemos e aprendamos a nos tornar úteis para todos que confiam em nós, ou nos são enviados.

Kazagrande

Conversando com Deus – Livros, Áudio-Book e Filme

Inspirado na recomendação do Mestre Juliano Leite - Adj. Numanto

Coletânea de Livros Conversando com Deus.

Autor: Neale Donald Walsch

Esta coletânea reúne os quatro volumes do autor Neale Donald Walsch, que teve um encontro com Deus na Páscoa de 93 e, a partir daí, iniciou um diálogo inusitado entre seu interior e Deus.

Os volumes nos ensinam a conversar com Deus sobre assuntos, que dizem respeito a nossa existência, como amor, fé, saúde, família, doença, caridade, maldade, vida e morte.

Fazem parte desta coleção "Um Diálogo Sobre Os Maiores Problemas Que Afligem A Humanidade", "Novo Diálogo Sobre Os Maiores Problemas Que Afligem a Humanidade", "Um Diálogo Incomum" e "Meditações".

Conversando Com Deus volume 1 - formato pdf (440kb)


Conversando Com Deus volume 2 - formato pdf (50mb)


Conversando Com Deus volume 3 - formato pdf (1mb)


Para “ouvir o livro” você também pode baixar aqui:

AudioBook em MP3 do volume 1


Caso ainda prefira Assistir o filme:

Download do Filme


ou


domingo, 20 de junho de 2010

Novo Editorial - Junho

domingo, 20 de junho de 2010 - 2 Comments


Este mês em especial venho descobrindo cada vez mais como é possível estar tão próximo de vocês, mesmo tão distante fisicamente.

A transferência de energia chega reciprocamente a cada email, nos fazendo vibrar, nos aproximando mais e mais.

Alguns chegam a unirem-se neste trabalho de abelha. Recolhendo o pólen para transformá-lo em mel, e polinizando as flores que se reproduzem em todas estradas e campos férteis.

Seria bom poder transmitir através destes pequenos escritos tudo que tenho vivenciado nesta jornada, mas tenho a consciência de minha limitação humana e minha total inutilidade, se não estivesse tão bem assistido. Sei que somente por esta assistência que é possível tocar os corações e encontrar o quê cada um precisa ler no momento de responder um email, ou redigir mais um texto para o Exílio. A vibração me envolve, a serenidade, a paz e uma sensação indescritível de agradecimento.

Falar de nossos trabalhos me transporta para os Rituais que tantas vezes participei. Os pensamentos surgem naturalmente, e as mãos deslizam sobre o teclado. A concentração para sentir-me guiado mantém a segurança sobre o quê escrever.

Não posso dizer que sei alguma coisa... Somente que compreendi que entre um Arcano e um Emplacado não existe diferença, somos todos aprendizes da Luz.

Provar o Amor Incondicional ao irmão distante, desconhecido, dedicando-se e entregando seu tempo, é tão valioso quanto confiar e buscar as respostas nesta mesma fonte de Amor. É esta Fonte de Amor que nos une.

Não, neste pequeno espaço não falamos de coisas improfícuas, de disputas, de hierarquias. Buscamos apenas a luz, a humildade e a segurança para nossas realizações. Não escolhemos lados, nem pretensas verdades! Apenas trabalhamos, pois é isso que nos compete.

Apenas temos a dominar uma certa “pressa”. Pressa essa pela certeza que temos pouco tempo, e tantas coisas a fazer, tantos trabalhos a realizar. Passamos do tempo de brincar! Temos pérolas para recolher e muitas foram esquecidas por quem as recebeu. Hoje já representamos um pequeno ponto de luz, trabalhando em silêncio, formando uma poderosa, ainda que invisível, rede de amor e de fraternidade.

LIVROS E ESCLARECIMENTO

Salve Deus!

Mais uma atualização para nossa Biblioteca de Livros Espíritas. Estes dias recebi um email questionando se seria ético, ou não, distribuir gratuitamente estes livros que são vendidos nas livrarias.

Consultei vários Grupos Espíritas e obtive a mesma resposta de TODOS:

O objetivo dos livros é exclusivamente esclarecer as pessoas sobre o espiritismo. A maioria dos livros tem seus direitos autorais doados para as Federações e, seus autores (os físicos é claro), não recebem por eles, é o caso de Chico Xavier que nunca recebeu nenhum centavo por qualquer um, entre as centenas de livros que escreveu.

Disseram ainda que diversos Grupos Espíritas na Internet mantêm bibliotecas virtuais para download, igual fazemos aqui. Caso a pessoa goste do livro e queira adquirir sua versão impressa poderá comprá-lo a baixo custo em qualquer centro espírita kardecista.

Dessa forma, agimos da mesma maneira que outros sites e blog doutrinários que divulgam a doutrina espírita.

Para nós, que não somos Kardecistas, esta leitura tem um fundo de enriquecimento cultural e doutrinário, auxiliando valorosamente em nossa compreensão da jornada.

A GRANDE BATALHA - Pietro Ubaldi


A PEDRA E O JOIO - Herculano Pires


CANAIS DA VIDA - Chico Xavier

Lenda indígena


Nossa vida material é um total reflexo de nossos pensamentos, palavras e ações.

Escolhemos a cada momento o quê queremos para nós quando pensamos, falamos e agimos. Não é possível viver bem e principalmente sentir-se bem, quando alimentamos os sentimentos errados e dessa forma pensamos na desarmonia, falamos de coisas improdutivas e agimos com temeridade.

Semear é livre, colher obrigatório! Em palavras simples encontramos o segredo da magia da vida.

                                     Kazagrande

Numa noite enluarada, o velho Cherokee contou ao seu neto sobre uma batalha que acontece dentro das pessoas.

Ele disse: "Meu filho, dentro de todos nós há batalha entre dois "lobos".

“Um é Mau. É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, mentiras, orgulho falso, superioridade, e ego”.

“O outro é Bom. É alegria, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé."

O neto pensou alguns instantes e perguntou ao avô:

"Qual lobo vence?"

O velho Cherokee respondeu:

"O que você alimentar."

A necessidade de união dos Mestres

Salve Deus!

Mais uma aula em áudio na voz de nossa Mãe Clarividente. O arquivo está compactado e depois de aberto em seu computador, surgirão quatro faixas para serem ouvidas separadamente.


Boa Aula!!!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

BOA VONTADE E SIMPATIA

sexta-feira, 18 de junho de 2010 - 1 Comment

Um homem adquiriu uma fazenda, e dias depois encontrou-se com um de seus novos vizinhos.

- O senhor comprou esta propriedade? - perguntou-lhe o vizinho em tom quase agressivo.

- Comprei-a sim, meu amigo!

- Pois sinto lhe dizer que vai ter sérios aborrecimentos. Com as terras, comprou também uma questão nos tribunais.

- Como assim? Não compreendo!

- Vou explicar. Existe uma cerca, construída pelo proprietário anterior, fora da linha divisória. Não concordo com a posição dessa cerca. Desejo defender os meus direitos, e assim irei fazer!

- Peço-lhe que não faça semelhante coisa - pediu o novo vizinho - acredito na sua palavra. Se a cerca não está no lugar devido, iremos e consertaremos tudo de comum acordo.

- O senhor está falando sério? - exclamou o antigo morador.

- É claro que estou!

- Pois se é assim - respondeu o reclamante - a cerca fica como está. O senhor é um homem honrado e digno. Faço mais questão de sua amizade do que de todos os alqueires de terra.

Assim, os dois vizinhos tornaram-se amigos inseparáveis.



Que virtude magnífica é a boa vontade!

Quantos conflitos poderão ser evitados, se nosso coração aprender a ouvir, a entender um pouco no outro.

Que virtude magnífica é a simpatia! Esta maneira alegre e respeitosa de receber as pessoas, quando podemos exercitar a gentileza, quando podemos exercitar o sorriso.

Tais virtudes estão dentro de uma maior, a mansidão.

A mansidão que não permite que a ira encontre guarida em nossa alma.

A mansidão que não se enfada por bagatelas, e nem toma como ofensa o que na realidade não é.

A mansidão que nos prepara para o perdão, evitando qualquer pensamento de vingança.

A mansidão que nos ensina a ser afável, gentil, com todos, para que assim possamos colher bons frutos.

Aqueles que são simpáticos, aqueles que são gentis, naturalmente são mais amáveis, isto é, mais fáceis de ser amados.

Aqueles que procuram resolver as crises através do diálogo equilibrado, da boa vontade, facilmente escapam de criar para si inimigos, e assim vivem mais felizes.

Desta forma, recebamos sempre com simpatia e boa vontade aqueles que se aproximam de nós.

***

"Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra."

"Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus."

Jesus foi a lição maior de brandura, de mansuetude.

Seu bondoso coração encontrou resistências sem fim na alma dos homens da Terra. Foi injuriado, desrespeitado, agredido, mas conservou-se sempre pacífico e calmo.

Que Seu exemplo possa inspirar a modificação de nossas vidas, direcionando-as para a conquista de mais esta virtude.

(Artigo enviado para publicaçâo por colaborador anônimo)

domingo, 13 de junho de 2010

UNIVERSO INTERIOR

domingo, 13 de junho de 2010 - 1 Comment

Tem certos dias, quando paramos para buscar uma “inspiração”, percebemos que estamos em algum ciclo de transição, de entendimentos e de preparação para uma nova etapa.

Hora de parar e refletir um pouco...

Mergulhar em nosso templo interior e verificar se está tudo certo, se as vibrações semeadas estão corretas, se o comportamento interno (os pensamentos) está de acordo com as ações e palavras...

Este “momento”, de séria reflexão, nos leva ao encontro de um ponto entre o passado e o futuro... Ao presente imediato que vivemos, e nos confronta do interior para o exterior, avaliando se nossas atitudes realmente estão de acordo com o quê pregamos. Avaliar no âmbito do passado traz a resposta sobre o progresso, e em termos de futuro, marca o próximo objetivo a ser atingido. Não entender claramente este conceito de tempo, obviamente vem a tolher nossa vaidade pessoal.

Realizar este balanço, reconhecer os erros e acertos e planejar (moldar) o futuro, seria relativamente fácil se dependesse exclusivamente de cada um, mas o mundo externo não é igual ao interior. Convivemos com pessoas e situações escolhidas por nós.

A convivência com os outros, suas diferenças e comportamentos, nos remetem a um mundo mais complexo que nosso interior e exigem mais que uma simples compreensão, exige tolerância.

Desarmar-se colocando carinho nas palavras, e transmitir tranqüilidade no olhar, exige muita disciplina e persistência.

Parar para refletir sem máscaras, sem insistir em ocultar de nós mesmos os nossos defeitos, só é possível e benéfico, quando existe a total predisposição em progredir e evoluir.

O tempo para esta reflexão deve ser entendido de uma forma distinta, pois nossa noção de tempo normalmente é antropomórfica, e neste caso específico devemos vivenciar diretamente nossa própria vida como presente, independente de ser a projeção do futuro, a ser moldado, ou do passado, a ser reconhecido como útil lição.

Repousamos por um “instante”, considerando este momento de forma atemporal, buscando reviver as experiências anteriores, para assimilar mais e com mais clareza as lições já vivenciadas.

Ao mergulharmos sem máscaras, entre as lições e possibilidades, reconhecemos nossa luta diária na convivência com os irmãos, com as situações e comportamentos.

Compreendendo a necessidade destes momentos atemporais, aprendemos que podemos viver muito mais e melhor em cada existência... Podemos ter mais de uma “vida”.

A cada reflexão sentimos que podemos buscar uma nova etapa, alcançar um novo degrau.

Esta confrontação interna e atemporal também denota nossa coragem em deixar a segurança do universo dito real, para penetrar no oculto e vasto universo que nos habita.

Esta solidão amiga do próprio espírito não deve se transformar em nenhum tipo de angústia. As dores das perdas, da mágoa, embora façam parte do processo, não devem mais traduzir sentimentos, e sim a virtuosa experiência a ser levada aos que ainda necessitam passar por estas mesmas provas.

Devemos encontrar a paz necessária para ordenar os sentimentos desencontrados, perceber a inutilidade do orgulho, da ambição, da arrogância, da vaidade.

Não será um passe de mágica que fará com que passemos a agir com retidão o tempo todo. Mesmo tendo como meta apenas fazer o bem, ainda falhamos. A paciência, a disciplina e a persistência é que irão coroar, ou não, nosso espírito ao deixar esta roupagem física.

A maturidade em aceitar as limitações, sem máscaras, não pode implicar em desistir, mas sim em reforçar a disciplina, a fé, a tolerância... Tolerância com nós mesmos também.

sábado, 12 de junho de 2010

LEITO MAGNÉTICO

sábado, 12 de junho de 2010 - 6 Comments

Esta semana lembrei muito do Templo de Vila Velha. Primeiramente em virtude das Consagrações que por lá aconteceram, as quais gostaria muito de poder estar presente fisicamente; e também pelos vários emails que recebi de alguns médiuns. Tenho particular admiração por este valente povo, que mantêm com maestria sua missão, mesmo tendo passado por momentos difíceis no passado.

Recordo que certa vez no Templo de Vila Velha, após o trabalho de Leito Magnético, comandado pelo Adjunto Aluxã, este comentou: “Pela primeira vez, em toda minha jornada missionária, participei de um Leito Magnético completo!” Verdade, até então eu não havia percebido: todas as Falanges estavam representadas! Um fato difícil de acontecer, mesmo no Templo Mãe com todas as suas escalas. Vejam que o próprio Mário, mestre de incontáveis participações neste trabalho, afirmou ser a primeira vez! Passei a reparar depois deste dia e percebi que nunca mais tive tal oportunidade também!

O Leito Magnético é um trabalho iniciático de altíssima hierarquia! Demorado, cansativo para os que não conseguem se manter mediunizados dentro do trabalho, mas de uma eficácia sem igual. Um Leito Magnético não se restringe ao Templo, pode alcançar toda uma região com seus incalculáveis benefícios. A concentração, tanto para melhor eficácia do Trabalho, quanto para manter em sintonia o médium durante tão grande período, é fundamental.

Quando um Mestre, ou uma Ninfa se compromete com uma escala no Leito Magnético, ou mesmo apenas afirma que irá participar, a espiritualidade toda se mobiliza para que ele(a) tenha toda a assistência necessária para tal. Seu Cavaleiro, sua Guia Missionária, registram a presença e se comprometem, acreditando em seu compromisso. Estão ali presentes neste disputado trabalho dos planos espirituais. Não comparecendo a um compromisso feito com este Trabalho, Salve Deus! Pense no constrangimento do seu Cavaleiro ou Guia Missionária... Creio que deve haver um preço a ser resgatado por este compromisso tão sério que foi desonrado. Tudo é feito para nos beneficiar, somos os únicos responsáveis por assumir o compromisso, nossos mentores acreditam na gente. Como fica quando não cumprimos nossa parte?

Na presença dos Cavaleiros das Lanças Reino Central, Lança Vermelha, Lança Rósea e Lança Lilás, forma-se uma poderosa Rede Magnética, em uma integração perfeita de nossas energias mediúnicas com o poder espiritual ali manipulado. São raios de luz que se cristalizam formando um dos maiores poderes desobsessivos de nosso planeta.

Novamente tenho que falar da disciplina que envolve também este trabalho. Vejam que, pelo tempo que demora sua total jornada, além da concentração imprescindível, o momento da emissão deve contar com total mentalização de amor. Não somente a emissão do participante! É preciso ter a consciência do poder ali manifestado e manter a sintonia com cada uma das emissões e cantos. Vivenciar verdadeiramente cada palavra ali proferida, que se transforma em um fio de luz daquela rede. Visualizar o quê se passa é uma forma eficaz de se manter em concentração.

Um dos papeis fundamentais de um trabalho de Leito Magnético é do Coordenador, que deve, além da total sintonia e dedicação com o trabalho em andamento, zelar para que ninguém seja incomodado. Que não tenham movimentações desnecessárias dentro do setor. Um verdadeiro Cavaleiro Guardião daquela realização.

Falar da responsabilidade de um Comandante é totalmente impróprio, pois a oportunidade desta realização já deve servir para colocá-lo em total vibração com o trabalho, semanas antes de sua realização. Convidando Mestres e Ninfas, reforçando a cada reencontro, tornando-se o mais concentrado e respeitado médium do Templo.

Devo ainda ressaltar o papel das Dharma Oxinto, presença obrigatória no trabalho. Deixando até mesmo de emitir na representação da Falange para servir como Balizas (a Baliza não pode exercer os dois papeis, emitindo na representação da Falange e realizar o papel de Baliza, deve ser outra ninfa).

Em função do uso do microfone, as Ninfas quando emitem no Aledá, entregam sua Lança ao Comandante.

O roteiro de todo o trabalho está no Livro de Leis, mas, nunca é demais falar destes pequenos e não menos importantes detalhes, pois uma realização desta magnitude deve ser executada com o máximo de perfeição e dedicação.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

PEDIR OU AGRADECER?

quarta-feira, 9 de junho de 2010 - 3 Comments

Ah... Quantas vezes somos apressados e tão perfeitos em nossas orações para pedir!!! Como conseguimos inspiração, e escolhemos bem as palavras, para rogar às nossas Entidades as suas benesses. Como sabemos dramatizar bem nossas aflições e desejos “tão necessários” para nossa jornada.

Ah... Como nos lembramos de preparar o ambiente, mentalizar com fé e buscar um ritual perfeito para pedir. Defumamos o ambiente, colocamos sal e perfume, visualizamos nossos pedidos...

Mas... Na maioria das vezes esquecemos das orações quando só necessitamos agradecer.

Quando tudo vai bem, as coisas seguem um rumo mais harmonioso, a primeira coisa que esquecemos é de agradecer.

Por vezes algumas palavras ditas quase que por obrigação, um “obrigado” meio forçado, que nem sempre vem com a mesma entonação dramática que damos quando estamos querendo alguma coisa.

Por que pedir é tão importante, e merece tanta atenção, e agradecer é tão facilmente esquecido ou desvalorizado?

Esquecemos que deve haver uma troca de energias. Recebemos e temos condições de doar. Quando tudo vai bem, e nossas energias estão harmoniosas, é o momento em que a espiritualidade mais precisa de nossa sincera doação. Desfrutamos de equilíbrio merecido, ou pedido, para que possamos verdadeiramente nos dedicarmos aos nossos compromissos espirituais.

Mas esquecemos...

Então a tempestade volta! Por vezes mais forte ainda! Único instrumento de retirar-nos de nossa comodidade, que já se transformava em conformismo, para acordarmos ao compromisso. Precisamos pedir novamente... Então voltamos a rezar, a pedir, a preparar o ambiente, a buscar formar de se fazer merecedor do que se pede. E ainda questionamos a justiça do quê se passa conosco neste momento triste.

Ninguém pode pela riqueza material garantir a felicidade perfeita, mas quando vertemos de nosso coração, de nossa alma, a energia necessária para nossos próximos, assim semeamos a verdadeira felicidade do espírito.

Na verdade nós é que podemos atender as preces de tantos que rogam aos céus uma melhora em suas vidas, uma cura pessoal ou de um ser amado. Somos médiuns, somos Jaguares! Temos tudo em nossas mãos para fazer o bem aos outros, e desta forma semearmos o quê verdadeiramente poderemos vir a merecer... E sem nada pedir!

O trabalho espiritual é nossa ferramenta sagrada para atender àqueles que lutam e sofrem mais que nós mesmos.

Perdoar a todos que nos ferem, consciente ou inconscientemente, é uma benção de alívio para quem sofre sob o peso da culpa, seja conhecedor dela ou não.

Atitudes de compreensão e atenção são sementes de amor incondicional lançadas na terra ressecada da alma dos revoltosos e incompreendidos.

Um abraço, um sorriso fraterno tonificam as forças daqueles que estão prestes a entregarem-se a depressão.

Não precisamos pedir... Apenas agradecer e semear! Somos fruto do quê plantamos no passado, e seremos amanhã o resultado do quê semeamos hoje!

terça-feira, 8 de junho de 2010

O “má-língua”, o caluniador e o repassador de histórias

terça-feira, 8 de junho de 2010 - 2 Comments

“Reconhece-se o caráter de um homem pela qualidade de sua fala (ou escrita)”.

Nestes últimos dias tenho recebido emails questionando textos que circulam pela internet com a clara intenção de justificar a situação atual realizando um proselitismo claro a favor de uma das “ditas partes”.

Muitos incitam uma resposta virulenta, ou caem nas malhas das bonitas construções e se dizem divididos sem saber para onde pender.

Não cabe a mim, ou qualquer ou médium justificar A ou B ou mesmo questionar atitudes às quais somente quem as pratica é responsável.

Pai João já me alertou para não me imiscuir nas disputas, por que corro o risco de emitir minhas opiniões e justificativas pessoais, fazendo exatamente aquilo que não concordo que outros façam.

Por tanto, não vou responder às questões desta ordem, não vou cair no mesmo padrão e realizar o proselitismo tão reprovado por nossas entidades. Não podemos acreditar que estamos defendendo a Doutrina quando acusamos um lado, ou dissimuladamente justificamos o outro dizendo que “estes sim estão corretos”, “nós que temos a força”, “nós que temos a herança” e etc.

Quando falamos ou escrevemos sobre Doutrina, não podem existir “lados” a Doutrina é una, se existe alguma separação física, ela não pode povoar nosso Sol Interior, que deverá estar unido no espiritual, independente de qualquer questão física.

Exibir-se com pseudo-sábias palavras bonitas mostrando apenas sua versão é uma transmissão mal-intencionada de informações ou simplesmente: fofoca! Uma das redes mais importantes de preservação e transporte de rancor. Para que se possa compreender este péssimo exemplo, vamos dividir a “fofoca” em três tipos de formas: o ‘repassador de histórias’, a ‘má-língua’ e o caluniador”.

O caluniador é alguém que propaga uma mentira em relação a outra pessoa.

A ‘má-língua’ é a atitude do indivíduo que transmite uma informação verdadeira, porém com a única intenção de difamar.

O ‘repassador de histórias’ repete de forma falsamente involuntária informações comprometedoras, sempre com interesses escusos.

Se pudéssemos graduar estes níveis de manipulação de informação, encontraríamos uma situação inversa à que pareceria óbvia: a mais nociva das fofocas é justamente o ‘repasse de histórias’, seguido da ‘má-língua’ e por último da calúnia.

Tanto na calúnia como na má-língua, há o desejo de se difamar quem ‘merece ser difamado’; alimentam-se da justificativa de que não se podem deixar passar a oportunidade de denunciar aqueles que agem erroneamente. São, portanto, do ponto de vista da conservação do ódio, instrumentos muito parecidos.

À primeira vista, o fato de o caluniador estar mentindo definiria seu crime como sendo de maior gravidade, mas não é assim. É evidente que o caluniador é responsável pelos danos e conseqüências de seus atos, no que se refere a propagar uma mentira, mas a destrutividade de sua malícia é menor que a de uma má-língua.

O caluniador está na categoria de nada. Isto porque, sendo desmascarada sua mentira, a reputação do caluniado é restaurada imediatamente.

A má-língua é um instrumento que agrava uma intriga, sofisticando sua malícia. Em relação ao repassador de histórias, assume a posição de tolo, pois seu desejo de difamar é neutralizável por qualquer um que tenha um mínimo de senso crítico, e consiga questionar quais os interesses que teriam levado alguém a relatar tais fatos a outras pessoas.

O repassador de histórias é o nosso grande vilão.

Sua natureza enquadra-se na dimensão do perverso.

Com falsa imparcialidade, dissimula seus interesses. Passa adiante fatos que deixa para seus ouvintes julgarem.

Porém, a conveniência de repassar a informação num dado momento, e de uma determinada forma, contém elementos muito propícios para a manutenção de ódios e rixas.

Desta maneira, o repassador de histórias deixa de ser suspeito de possuir qualquer interesse em relação à informação.

Este elemento subliminar faz com que o ouvinte da fofoca assimile a informação infectada com rancor e acredite, depois de decodificá-la, que é seu o julgamento que, na verdade, já estava embutido na informação.

O repassador de histórias representa a mais nociva e endêmica forma de transporte e preservação de rancor, pois é praticada pela grande maioria das pessoas que, certamente, desconhecem seu poder destrutivo.

A fofoca também depende daquele que se presta a ouvi-la.

“Saiba que aquele que escuta uma afirmação maldosa é tão perverso quanto aquele que a transmite. O simples fato de se dar atenção permite àqueles que estão próximos pensar: ‘fulano ouviu o que lhe dizem e concordou, portanto, o que dizem deve ser verdadeiro’. “

A propagação da fofoca depende da disponibilidade dos ouvintes para perpetuar os processos de rancor e ódio. Todos, uns mais, outros menos, fazemos parte desta rede informal, cujos custos à paz mundial são incalculáveis.

Romper com esta rede requer sabedoria e disciplina. Deve-se perceber que sua eficácia está nas artimanhas com que desvia energia de nosso discurso e comportamento, logrando-nos constantemente. Somos então feitos receptáculos do rancor.

O embuste da intriga não está na essência do que é dito, mas na forma como é transmitida. Por isso, tanto a lisonja como o elogio podem conter tanto veneno quanto a blasfêmia.

A adulação é uma incitação à inveja. Tanto aqueles que o ouvem, quanto o que o expressa, sentem-se seduzidos pelo desejo de diminuir aquele a quem se destina a lisonja. Através do louvor, pode-se abrir caminho à malícia.

Termino este texto exatamente como comecei: “Reconhece-se o caráter de um homem pela qualidade de sua fala (ou escrita)”.

Estas seis coisas aborrece o Senhor, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, a língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente, e coração que maquina pensamentos viciosos, e pés que se apressam a correr para o mal, e testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos – Provérbios 6.16.

Publicado originalmente com o título “CARATER” em 16 de fevereiro de 2010

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