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quarta-feira, 31 de março de 2010

ESCRAVA???

quarta-feira, 31 de março de 2010 - 9 Comments


Para uma ninfa o “branquinho” já é uma prova de humildade, onde deve despojar-se da vaidade de sua personalidade, e ingressar na busca de sua individualidade.

Porém, prova maior é quando veste sua indumentária de Escrava e, posteriormente, quando tem um Mestre, passa a emitir Escrava.

Para o Mestre a prova de sua humildade é justamente compreender que JAMAIS pode sequer brincar com este termo!

A condição de “Escrava” só existe para as Ninfas Lua no exercício de sua mediunidade dentro de nossos trabalhos. Neste momento, atua verdadeiramente para servir o seu Mestre. Abrindo seus caminhos com sua emissão, obedecendo e servindo, estando permanentemente pronta para servir ao seu mestre e aos seus Mentores. Fora disso, absolutamente ela não é nem deve ser uma escrava, mas sim a companheira, a incentivadora, a doçura e o amor, o grande apoio para que seu mestre possa caminhar e lutar com confiança.

É realmente uma grande prova, para o espírito orgulhoso, carregar por toda a sua vida, dentro do trabalho espiritual, o termo “escrava”. Porém tenho certeza que Tia sabia o quê fazia.

Para os mestres, repito: Jamais brincar com este termo, lembrando que somente será um mestre completo, se tiver uma verdadeira companheira ao seu lado.

A indumentária de Escrava deve ser usada exclusivamente pela ninfa Lua para fazer sua Elevação de Espadas, tem condições para a manipulação de forças intermediárias, próprias do médium que já recebeu esta consagração, mas ainda não completou o mestrado, devendo ser usada até que a ninfa Lua faça sua consagração de Centúria.

Muitas dizem que é inútil fazer esta indumentária. Que logo em seguida já vão ter que fazer outra, que é melhor emprestar uma e pronto! Salve Deus! O correto é realizar a consagração de Elevação de Espadas, esperar o próximo curso de Centúria, que é relativamente demorado, e depois de concluído, aguardar quando tem o Ritual, e aí então realizar consagração.

Sinceramente, eu não acredito em “fábricas de médiuns” que fazem Iniciação, Elevação e Centúria tudo de uma vez! Quando tínhamos Tia Neiva, que com sua clarividência era capaz de ver um quadro espiritual, em poucas EXCEÇÕES, ela autorizava alguma consagração conjunta, mas eram EXCEÇÕES!!! Jamais uma regra como por vezes, infelizmente, vemos!

Uma consagração deve ser manipulada (avinhada, era assim o termo usado), o plexo deve ser preparado. Deve manipular primeiro naquela faixa, para depois partir em busca de sua nova classificação!

Perdoem-me os que não foram orientados e deixaram o branquinho para “virar” Centuriões... Mas escrevi a verdade!

Voltando ao assunto, dessa forma, o vestido de Escrava se torna necessário sim! E por um razoável período de tempo, que justifica plenamente a sua confecção.

Salve Deus!


KAZAGRANDE

terça-feira, 30 de março de 2010

FIDELIDADE e CORAGEM

terça-feira, 30 de março de 2010 - 0 Comments

Pôncio Pilatos, o governador de Jerusalém na época em que Jesus foi crucificado, ficou famoso na história da humanidade pela falta de coragem de tomar uma decisão justa com relação ao condenado à morte, que ele sabia ser inocente.

A covardia de Pilatos eternizou o "lavar as mãos", que deixou que o povo decidisse sobre a vida de Jesus, quando poderia ter se posicionado com firmeza e libertado o mestre de Nazaré.

Caso Pôncio Pilatos tivesse sido fiel às funções que desempenhava como governador, a história do cristianismo poderia ter tomado um rumo distinto.

Outras autoridades da época, como os senadores romanos, poderiam, se quisessem, ter intercedido em favor de Jesus, mas não o fizeram.

Mas esse tipo de covardia moral ainda é comum nos tempos atuais.

Há os modernos "Pilatos" que ainda lavam as mãos na hora de tomar decisões firmes e justas, jogando a incumbência a terceiros, para isentarem-se de comprometimentos com este ou aquele grupo de opositores.

Ficar de bem com todos é a meta, embora a consciência acuse a imoralidade e a falta de ética.

Assim, vemos autoridades de vários setores jogando a responsabilidade que seria sua, nas costas de outras pessoas, que são os chamados "testas de ferro" ou "bodes expiatórios".

No entanto, a humanidade sempre teve exemplos de dignidade e honradez de homens que, mesmo sem assinar um compromisso, defenderam com fidelidade às causas que abraçaram.


Gandhi, mesmo não sendo político, mudou a escala de valores políticos do mundo, sem usar as armas habituais dos políticos.

Luther King Júnior, mesmo sem ser sociólogo, provocou mudanças radicais nos valores sociais da humanidade.

Albert Schweitzer, mesmo não assumindo um compromisso na área humanística, alterou os valores humanitários da terra.

E a escala de amor do mundo jamais foi a mesma depois de Jesus Cristo.

Assim, seja qual for a nossa área de ação, busquemos tomar as decisões que nos cabem, com coragem e fidelidade.

Em qualquer profissão, desde a mais humilde até a mais significativa, tempos oportunidade de agir com segurança ou lavar as mãos.

Pilatos e os demais homens que tinham poder de decisão, mas lavaram as mãos, certamente amargaram o gesto por muitos séculos.

Não sejamos nós a nos comprometer negativamente em situações que nos solicitam firmeza e fidelidade.

Ninguém responderá pela parte que nos cabe, a não ser nós mesmos! Seja essa parte grande ou pequena, se é de nossa responsabilidade teremos que prestar contas às leis divinas, mais cedo ou mais tarde.

Dessa forma, antes de nos decidirmos por ficar bem com todos, pensemos primeiramente em ficar de bem com a nossa própria consciência e com Deus.

domingo, 28 de março de 2010

De volta!

domingo, 28 de março de 2010 - 0 Comments


Passei uns dias sem escrever... Além de uma incômoda gripe seca, também o trabalho material no fim do mês me exige mais. Todos os dias sentei-me em frente a tela do computador para escrever no fim da noite, e escrevi muito! Mas não formatei, nem revisei nada. Hoje, já recuperado, é que estou me dedicando a isso! Por tanto, nesta semana as atualizações serão diárias!

Sabem, sempre que o tema não vem, ou não consigo descobri-lo, abro um arquivo e começo a teclar calmamente, buscando humildemente a sintonia e a inspiração que precisam guiar as palavras que vocês estão lendo nesse momento.

A sensação de estar verdadeiramente em um trabalho espiritual está cada vez mais forte e clara, e permite que me expresse de forma direta, mais íntima, pois realmente sei que não existe separação entre nós. Nem pela distância e nem por nenhuma outra característica ou aspecto.

Aqui no Exílio do Jaguar temos manifestado uma esplendida unicidade - que nos confere valor inestimável -, um degrau acima dos conflitos e divisões atuais. O "eu" se torna minúsculo e começa a funcionar o “Nós”. Há uma fusão, um amálgama de almas que se entrelaçam, que vibram nas freqüências harmoniosas do conhecimento e da Luz.

Qual a fórmula para viver bem?


Muitas vezes sentimos alguma dificuldade no relacionamento com os outros, é provável que o empecilho maior esteja em nós mesmos.

Os outros se apresentam indiferentes? Talvez seja simplesmente falta de habilidade da nossa parte.

O quê fazemos para nos aproximar das pessoas? Esforçamos-nos para conquistar a confiança dos que vivem à nossa volta?

Quando esperamos algum apoio de alguém, é natural que esse mesmo alguém espere algo de você.

Para chegar a seu objetivo, tem que dar o primeiro passo.

Colhemos o quê semeamos, se não semeamos, não haverá colheita.

Para que o plantio seja certo é importante o preparo do solo.

Quem deseja compreensão, precisa compreender.

Simpatia e amizade são conquistas!

Experimenta ser mais afável, mais solidário, mais atencioso e mais alegre com os outros para ver o quê te acontece...

Até as plantas sabem agradecer o carinho que recebem na irrigação ou no adubo.

Exigir menos dos outros e mais de nós mesmo – eis a fórmula ideal para que saibas viver e conviver, proveitosamente, com todos, em qualquer parte do mundo.
Kazagrande

domingo, 21 de março de 2010

O tempo passa...

domingo, 21 de março de 2010 - 1 Comment

Hoje contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.

Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.

As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade...

Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.

O essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial!

sábado, 20 de março de 2010

UM MÊS...

sábado, 20 de março de 2010 - 1 Comment


Cada vez é mais forte a presença do EXILIO DO JAGUAR em minha vida... Além do autoconhecimento, este blog representa um grande ponto de reencontro com meus irmãos e irmãs, já que por hora vivo no exterior.

É um lugar que me faz vivenciar respostas importantes com relação ao caminho espiritual a ser trilhado aqui na Terra. Considero até mesmo um santuário onde é possível se sentir acolhido e amparado, um cantinho sereno para reflexões e, sobretudo um espaço onde eu, e meus irmãos e irmãs, nos unimos, sem separação, sem diferenças... Percebendo que todos somos partes especiais e indispensáveis desta Doutrina que nos une.

Um mês... Mais de 6.000 visitas! Nossas Entidades têm me incentivado a dar mais conteúdo! Abranger mais aspectos doutrinários e falar em um tom mais pessoal. Tenho relutado, mas aos poucos vou escrevendo mais na primeira pessoa, colocando histórias mais particulares e experiências de vida doutrinária.

Sem dúvida o fim deste ciclo terrestre é latente. A Conjunção dos Dois Planos já começou!

A Terra, nossa Mãe-Natureza e seus quatro elementos vitais, estão feridos. O ar, a água, o solo, estão duramente contaminados. O reino vegetal, animal e mineral estão também sofrendo devastações constantes e por vezes irreversíveis. O ser humano, em sua grande maioria, vive em condições precárias, lutando pela sobrevivência, mesmo vivendo nos países mais ricos, ficando impedido de viver com dignidade sua passagem aqui no Planeta azul, mesmo que riquezas imensas, muito além de nossa capacidade de compreensão, trancadas em mãos egoístas e impiedosas, permitissem, e com folga, resolver quaisquer problemas que assolem nosso orbe.

Reagindo a tamanho drama, a Natureza se manifesta cada vez mais e com absoluta clareza (para quem sabe ver e ouvir), deixando evidente a todos o quanto ela é poderosa e, ao mesmo tempo, paciente, tolerante com os desmandos de tantos seres aloprados e brutos que ignoram quase tudo sobre a verdade da vida, de tão obcecados que são pelo poder e o lucro a qualquer custo.

É preciso que façamos nossa parte.

É claro que não podemos nos transformar de repente em guerreiros (mesmo que por vezes isso fosse bem legal) e, sim, que assumamos nossa força e nosso poder, usurpados desde sempre por inúmeras situações que dispersam nossa energia vital e nossos bons pensamentos. Quer exemplos? A TV, as conversas inúteis e fúteis, as fofocas, os Vampiros de Energia, a política, o futebol, o carnaval... Não! Nada de virar um robô místico! Mas sim ter a consciência da necessidade de dosar tudo em nossa vida. De separar o que é bom e produtivo, e que portanto merece nossa atenção, do quê nos faz apenas viver “distraídos”, sem foco, sem fazer o bem!

Acredite em você! Sinta-se pertencente a uma Doutrina que deve emanar amor puro e encaminhar a todos que nos são enviados! Atue ouvindo sua consciência cada vez mais aberta, sua intuição preciosa que nos premia com soluções viáveis para cada dificuldade que se nos oferece, provocando explosões de confiança, criatividade e resultados práticos. Confie, com a coragem e determinação que procedem do seu Sol Interior e as energias limitantes serão derrotadas para sempre.

Vamos redirecionar nosso rumo, nossas vontades, nossos desejos para melhorar (e perseverar na mudança) a cada ato, atitude e momento, deixando para trás padrões superados, fardos inúteis, situações obsoletas de um passado remoto, e a cada momento realizando a escolha correta, a melhor para aquela ocasião. Estaremos mudando o mundo à nossa volta. Nosso exemplo se propagará e fará toda a diferença.

Felizmente, sinto que a maioria dos que lêem o EXILIO DO JAGUAR está desperta, ciente de sua responsabilidade em expandir sua própria consciência e cumprir sua missão evolutiva aqui na Terra, da melhor maneira possível. Pai Seta Branca está do nosso lado e nossas Entidades nos intuem com relação ao rumo da caminhada.

Nossa Doutrina está submetida a provas duríssimas, mas resistirá heroicamente a todos os golpes de seus próprios filhos e sairá fortalecida sempre, sempre e sempre. Na senda do Mundo há nascido uma árvore nefasta e frondosa: a Sede de Poder! Que produziu ditadores, traidores, corruptos e sem princípios que abusam da confiança do povo em todas as épocas e de todos os tamanhos, cheios de vaidades e ambições, duros de corações, carentes de escrúpulos e inimigos da liberdade de ação. Mas temos uma missão a cumprir, a despeito de todos quantos contra ela se voltem.

Nossa grande missão é elevar, iluminar, impulsionar e redimir os que nos são encaminhados. Cumpre a tua missão, custe o que custar. O caminho para tua evolução está em suas mãos!

No fundo da humilde vida do missionário só devem ser inalteráveis: o Amor, a Humildade e a Tolerância.

Salve Deus!
Kazagrande

domingo, 14 de março de 2010

HOMENAGEM - MESTRE BÁLSAMO

domingo, 14 de março de 2010 - 6 Comments



A homenagem desta semana vai para o Adjunto Trino Jarua, Mestre Bálsamo.

Aqui homenageio meu amigo, meu grande instrutor, o Mestre Jaguar!

Bálsamo era uma figura su-generis. Dotado de mente ágil e uma eloqüência invejável, tornou-se um dos maiores instrutores da história do Vale do Amanhecer. Os trabalhos de contagem por ele comandados eram inigualáveis! Como sabia conduzir a mente dos jaguares, levando-nos verdadeiramente a cada uma das paragens que nos fazia mentalizar.

Um homem normalmente mal-humorado, mas com rompantes de grande humor inteligente.

Amava a obra de Tia Neiva e sofria muito pela incompreensão daqueles que sequer compreendiam as coisas mais simples.

Poderia escrever um livro sobre ele, sobre suas histórias, sobre o quê aprendi ouvindo e observando este homem. Trabalhei com ele um bom tempo e confesso que é difícil escolher uma passagem específica para contar, são tantas!!! Instrutivas, divertidas, peculiares...

Mas vou falar sobre o acervo, como ele tornou-se o Guardião do Acervo de Koatay 108.

Uma manhã encontrei o Bálsamo bem humorado! Era difícil, principalmente pela manhã, pois embora acordasse cedo, normalmente chegava na editora já “invocado”. Cheio de pensamentos que dominavam sua mente irrequieta. Neste dia aproveitei para conversar com ele e perguntar um pouco sobre ele:

- Bálsamo, como você começou com esse trabalho no acervo da Tia?

Ele sorriu e disse:

- Roubando!

- Como?

- Assim, Tia escrevia muito, cartas a todo tempo e distribuía de qualquer forma. Sem separar nada, ela queria que assim que estivesse escrito já estivesse nas mãos de todos. O Mário (Trino Tumuchy, Mestre Mário Sassi) era muito desorganizado, muitas vezes deixava tudo “jogado” ali no sétimo, ficava por cima da mesa, sem nenhum controle do que ela escrevia. Eu me sentia incômodo com aquilo e resolvi começar a guardar as cartas. Então passava logo cedo na Casa Grande e escondia os papéis debaixo da camisa. Saia copiava, e quando dava certo devolvia. Certa vez, quando fui devolver uma carta dei de cara com a Tia... Ela me olhou com “aqueles olhos”, entendi imediatamente que ela estava mediunizada e eu frito! Já fui tirando as cartas debaixo da camisa e pensando que seria expulso do Vale como ladrão. Foram segundos intermináveis! Então ela disse:

- Bálsamo... Pai Seta Branca está aqui e diz que você será responsável por este acervo! Toma, esta é a chave do armário.

- Falando isso ela abriu uma pequena cômoda com um monte de papéis. Assim que tudo começou. Acho que nunca falei esta história antes.

Quando ele terminou a história disse que precisava sair e que só voltaria no fim da tarde, pediu para que eu fechasse a editora para ele. Assim que ele saiu olhei em cima de sua mesa e lá estava a chave de um arquivo de ferro onde ele guardava todo o acervo. Ele nunca tirava aquela chave de um chaveiro preso no passador da calça!

Claro que não resisti... Abri o armário cheio de medo, acima de tudo estava os manuscritos do livro “De Esparta a Brasilia” que nunca foi publicado, por orientação da Tia. Sai de lá correndo! Corri até o chaveiro mais próximo...

HOMENAGEM - Mestre Azulão




José Vieira? Acho que era este o nome na plaquinha do Azulão, confesso que nem tenho mais certeza, afinal o “azulão” eternizou-se como um verdadeiro nome para este grande mestre.

Foi Padrinho de Honra do Adjunto Aluxã, Mestre Mário Kioshi. Juntos viajamos por diversos templos acompanhando a missão de nosso Adjunto.

Mestre Azulão era uma figura incrível! Concentrado, incorporava Entidades que emitiam suas mensagens de profundo conteúdo, longe de qualquer conhecimento físico que o Mestre pudesse saber.

Mas, falar do Azul, é relembrar momentos e... contar passagens!
Lembro de uma vez, no primeiro trabalho do quê seria o Templo de Osasco.
Uma viagem massacrante, saímos em 5 homens, dentro de um Fiat Uno, de Brasília para São Paulo. Viajamos a madrugada toda e almoçamos em Osasco, na casa do Ismael. Eu crente que seria a inauguração do templo, pois não perguntávamos nada, apenas seguíamos a missão onde nos era solicitado.
Depois do almoço aparece um fusca meio velho (tem fusca meio novo?) onde amarraram dois tronos no teto. Digo amarraram mesmo! Com cordas passando pelo teto e juntando as portas, pois o carro não tinha bagageiro.
Seguimos para o “templo”. Um terreno baldio, com um formato indescritível, um polígono de uns 8 lados com no máximo 300m. Ali cavamos os buracos, colocamos as estacas, esticamos uma lona amarela, “arrumamos” os tronos e começamos o trabalho!

Salve Deus! Neste dia falei com o Ministro Aluxã! Uma incorporação indubitável, cujo conteúdo guardo até hoje. Ali ouvi coisas que somente uma entidade de luz, com o conhecimento pleno de minha jornada, poderia saber. Ouvi desde de minha infância até o momento em que vivia, com perfeição, e lá recebi a tranqüilidade que precisava para ir em frente. A partir deste dia, tinha a certeza que na simplicidade da personalidade daquele homem, estava um mestre de grande capacidade de doação.

Meu amigo Azulão, parceiro de tantas missões, era um homem sério, que somente eu, Mário e Reginaldo conseguimos fazer “brincar” um pouco. Ele sempre era o “padrinho”, o “conselheiro” o “homem sério” e nós buscávamos com que ele se descontraísse um pouco e aproveitasse da alegria que desfrutávamos naquelas cansativas viagens.

O Mário (Aluxã), por traz daquele olhar oriental enigmático, era um homem brincalhão. Juntava-se comigo e pronto: surgia a vítima perfeita! Azulão!
Certa vez prepararam uma feijoada especial para o Azul, lá em Pirapora. Ele passou a manhã inteira falando do orgulho que era, porque a feijoada era para ele desta vez, que não era para o Adjunto, que ele também era querido, respeitado, etc....rsrsrs

Na hora do almoço, o Mário pegou o azeite da pimenta (fortíssima) e besuntou o primeiro prato da fila todinho. Como o Azul era o homenageado, ele foi o primeiro da fila, to inchado, igual a um cururu tem-tem. Eu entrei na frente dele para provocá-lo, dizendo que menino de orfanato tem preferência (sempre fazia isso) e passei a colocar o arroz em cima do prato cheio de azeite de pimenta. Ele indignado, tomou o prato e disse que ele era o primeiro.. E eu saí rindo. O Mário me cutucou: Vai levar a culpa de novo! Não entendi, mas fiquei esperando.

Terminamos de nos servir, fomos para a mesa e chegando lá estava o Azul... Azul não... Roxo! Seus olhos vermelhos queriam me trucidar!

E eu inocente:

Que foi Azul? Quer pimenta?

Aí ele teve a certeza: Casagrande aprontou de novo!

Desta vez eu era inocente!

O Negão comeu tudo sem chiar, ao lado de um litro de coca-cola e ouvindo Dona Antonieta perguntar: Está bom Azul? É em sua homenagem! Coma bem!

E o Mário: Casagrande, pega uma pimentinha para o Azul.

Ele nunca acreditou que o Mário era o culpado e eu só entrego o Adjunto agora porque eles já devem estar se acertando lá “em cima”.

Minha homenagem hoje é para o Azulão. Companheiro, Grande Mestre e vítima preferida!

Adjunto Anavo

HOMENAGEM - VITORIO MAIRINK


O primeiro homenageado deste blog é o Mestre Vitório Mairink, do templo Aluxâ de Vila Velha – ES.

Conheci o Mestre Vitório Mairink em 1997, mas parece, mesmo nesta encarnação, que já faz muito mais tempo!

Um homem simples, firme nas suas convicções. Um Mestre verdadeiramente completo: atendo a disciplina de nosso querido Pai João e um legítimo representante do Cavaleiro da Lança Vermelha. Pensando nestas entidades, podemos ter uma idéia do mestre.

Disciplina, fé e firmeza!

Em 1997 trabalhamos juntos ao longo de 45 dias e formamos uma amizade indissolúvel, onde nem o tempo, nem a distância e nem mesmo o longo período sem notícias pode esfriar.

Ligação espiritual é assim: sem as amarras do físico.

Poderia falar muito do amigo Vitório, mas a homenagem hoje é para o Mestre, fiel representante da disciplina de Pai João e da firmeza e segurança do Cavaleiro da Lança Vermelha. Doutrinador de doutrinas inspiradas, seguindo a intuição de acordo com o espírito que chega, sem modelos pré-fabricados e palavras decoradas. Sempre inovando pela intuição e perfeita sintonia com os aparás que tem a grata oportunidade de trabalhar com ele.

Minha família ama ao Mestre Vitório Mairink com um verdadeiro amor espiritual, que une almas irmãs de jornada e que buscam o mesmo destino.

Meu amigo, meu irmão, meu mestre... Obrigado por fazer parte de nossa vida!

Que Pai João lhe conserve a disciplina que nos inspira e que o Cavaleiro da Lança Vermelha continue de dando a força e segurança nos trabalhos que realiza.

Mestre Kazagrande e família.

domingo, 7 de março de 2010

TOLERÂNCIA PERMANENTE

domingo, 7 de março de 2010 - 0 Comments


Cada vez mais as pessoas se tornam intolerantes.

A negatividade dos pensamentos, onde olhamos com olhos de malícia e maldade as pessoas e os fatos que compõe nosso dia a dia, só faz nos desacreditar do bem!

A falta de tolerância em nossa casa, quando nossos familiares não nos agradam com suas atitudes ou palavras, quando erram, gera o oposto do amor. Nos faz distanciar de pessoas que devemos amar.

No trabalho a falta de tolerância desfaz a confiança e o coleguismo que deveria crescer com o convício.

Junto aos nossos irmãos traz um desconforto moral e uma competição destrutiva.. .

Para esconder a falta de tolerância, por vezes agimos com desdém, com orgulho, criando uma falsa superioridade, trazendo ofensas comuns e uma hipocrisia arrogante.

A tolerância com os erros dos outros é perfeita compreensão da própria fragilidade, a refletir-se no erro de alguém, entendendo que todos necessitam de oportunidade para recuperar-se. Tolerar não significa compactuar, mas jamais podemos assumir uma postura de juízes e nem mesmo de dono da verdade.

A tolerância é um sentimento de humanidade que existe em todos nós, esperando a coragem e força de vontade que somente com esforço podemos alcançar.

É serena e tranqüila, fraterna e natural, fonte de água cristalina em momentos de grande sede.

Generosa, não guarda qualquer ressentimento, esquecendo as ofensas a benefício do próprio agressor.

A tolerância é um ato de amor que se expande e de caridade que se realiza.

Mede-se a conquista moral de um homem pelo grau de tolerância que possui em relação aos limites e erros alheios.

Não há quem passe por este mundo, sem errar e que não precise da tolerância daqueles a quem magoa ou contra os quais se levanta.

A tolerância pacifica o infrator, o auxilia a crescer em espírito e semeia a simpatia naquele que a proporciona.

A tolerância revela a sabedoria da razão! Agredido pela ignorância do povo, ou pela astúcia dos fariseus, ou pela covardia dos amigos, ou ainda pela fraqueza de Pilatos, Jesus foi tolerante com todos, mesmo nunca precisando da tolerância de ninguém. Ensinando o amor, Sua vida é um hino à indulgência e uma oportunidade de redenção ao equivocado.

Busquemos ser também tolerantes com nossa família, com nossos colegas de trabalho, com nossos irmãos jaguares, com O Próximo,que muitas vezes necessita da tolerância dos outros e da própria Vida.

Kazagrande

TRABALHO E CONSCIÊNCIA


O sol apenas despertara a aurora e a brisa fresca da manhã trazia notícias de que a chegada do inverno estava próxima.

No parque, poucas pessoas faziam sua caminhada matinal, antes dos afazeres diários...

A agitação das aves era notada por aqueles que sabem apreciar esses detalhes da natureza.

Numa árvore próxima a uma pequena ponte, um joão-de-barro construía sua morada.

Lá estava ele... esticando o pescoço o quanto dava para construir a parte superior do ninho.

Do pequeno monte de barro depositado na parte inferior do ninho, ele retirava porções mínimas com o bico e fazia os retoques nas laterais de sua habitação.

Um trabalho árduo, sim, para quem não tem mãos, não tem ferramentas, não tem ajuda de ninguém... Tem apenas o bico e asas para voar em busca de matéria prima.

Um pássaro muito pequeno, um exemplo de dedicação e de fidelidade ao instinto recebido do criador.

Aquele joão-de-barro não se importava com seus vizinhos, com os predadores, com as intempéries, apenas construía seu ninho com esmero, sem preguiça, sem desculpas, com dedicação.

Mas nem todos os pássaros são exemplos de dedicação e trabalho.

O chupim, ou engana-tico, pássaro muito comum no Brasil, não constrói ninho. A fêmea procura um ninho de tico-tico ou de outra espécie, joga fora o ovo que encontra e bota ali o seu próprio ovo.

A verdadeira dona do ninho não se dá conta e choca o ovo da invasora até que nasça o filhote.

O filhote de chupim já nasce maior do que sua mãe adotiva, mas esta se desdobra para alimentá-lo até que tenha condições de buscar o próprio sustento.

Duas aves, duas situações bem diferentes.

Uma possui a arte de trabalhar, a outra o instinto de enganar, de roubar, de matar.

Assim também acontece no reino dos humanos.

Existem homens que trabalham com dedicação, seriedade, honestidade, honradez.

E existem pessoas que vivem do esforço alheio. Nada produzem; nada edificam. Aproveitam-se do trabalho dos outros, e são hábeis no instinto de enganar.

São verdadeiros parasitas sociais. São corruptos, hipócritas, malandros, e se dizem espertos.

Têm orgulho de lesar o erário, lesar pessoas, fazer conluios, conchavos, negociatas...

Enchem os cofres com o dinheiro das drogas, das barganhas, da vilania, das guerras.

São os chupins da humanidade...

Seriam eles os verdadeiros espertos?

Ah, certamente não!

Pobres criaturas que pensam enganar a própria consciência!

Ao contrário do que acontece com os chupins que só tem o instinto animal, o ser humano tem responsabilidade moral sobre todos os atos praticados, em sã consciência.

E, mais cedo ou mais tarde, terão que devolver às soberanas leis que regem o universo moral, tudo o que tenham retirado de forma ilícita.

Desse supremo juiz, do tribunal chamado consciência, nada escapa, nada se burla, nada se perde.

Por isso vale a pena olhar para si, em frente ao espelho e responder com toda sinceridade: "sou joão-de-barro, ou sou chupim?"

Em prol da própria saúde mental, se a resposta pender para chupim, vale a pena uma mudança radical de atitude... Porque a vida não termina no túmulo, e todos receberemos conforme nossas obras.

O trabalho é lei da vida!

Ninguém engana a própria consciência fugindo ao dever!

VOCÊ É O QUE DESEJA SER

João era um importante empresário. Morava em um apartamento de cobertura, na zona nobre da cidade.

Ao sair pela manhã, deu um longo beijo em sua amada, fez sua oração matinal de agradecimento a Deus pela sua vida, seu trabalho e suas realizações. Tomou café com a esposa e os filhos e os deixou no colégio. Dirigiu-se a uma das suas empresas.

Cumprimentou todos os funcionários com um sorriso. Ele tinha inúmeros contratos para assinar, decisões a tomar, reuniões com vários departamentos, contatos com fornecedores e clientes. Por isso, a primeira coisa que falou para sua secretária, foi: "calma, vamos fazer uma coisa de cada vez, sem stress."

Ao chegar a hora do almoço, foi curtir a família. À tarde, soube que o faturamento do mês superara os objetivos e mandou anunciar a todos os funcionários uma gratificação salarial, no mês seguinte.

Conseguiu resolver tudo, apesar da agenda cheia. Graças a sua calma, seu otimismo. Como era sexta-feira, João foi ao supermercado, voltou para casa, saiu com a família para jantar. Depois, foi dar uma palestra para estudantes, sobre motivação.

Enquanto isso, Mário em um bairro pobre de outra capital, como fazia todas as sextas-feiras, foi ao bar jogar e beber. Estava desempregado e naquele dia recusara uma vaga como auxiliar de mecânico, por não gostar do tipo de trabalho.

Mário não tinha filhos, nem esposa. A terceira companheira partira, cansada de ser espancada e viver com um inútil.

Ele morava de favor, num quarto muito sujo, em um porão. Naquele dia, bebeu, criou confusão, foi expulso do bar e o mecânico que lhe havia oferecido a vaga em sua oficina, o encontrou estirado na calçada.

Levou-o para casa e depois de passado o efeito da bebedeira, lhe perguntou por que ele era assim: "sou um desgraçado", falou. "meu pai era assim. Bebia, batia em minha mãe. Eu tinha um irmão gêmeo que, como eu, saiu de casa depois que nossa mãe morreu. Ele se chamava João. Nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma."

Na outra capital, João terminou a palestra e foi entrevistado por um dos alunos: "por favor, diga-nos, o que fez com que o senhor se tornasse um grande empresário e um grande ser humano?"

Emocionado, João respondeu: "devo tudo à minha família. Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego algum. Quando minha mãe morreu, saí de casa, decidido que não seria aquela vida que queria para mim e minha futura família. Tinha um irmão gêmeo, Mário, que também saiu de casa no mesmo dia. Nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma."

***

O que aconteceu com você até agora, não é o que vai definir o seu futuro, e sim a maneira como você vai reagir a tudo que lhe aconteceu.

Não lamente o seu passado. Construa você mesmo o seu presente e o seu futuro.

Aprenda com seus erros e com os erros dos outros.

O que aconteceu é o que menos importa. Já passou.

O que realmente importa é o que você vai fazer com o que vai acontecer.

E esta é uma decisão somente sua. Você decide o seu dia de amanhã. De tristeza ou de felicidade. De coisas positivas ou de amargura, sem esperança.

quarta-feira, 3 de março de 2010

HUMILDADE

quarta-feira, 3 de março de 2010 - 0 Comments


Nunca creia ser o dono exclusivo da verdade.

Quem sabe discernir descobre fragmentos e expressões da sua legitimidade em toda parte.

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Procure ser um aprendiz sincero aonde esteja, perante quem se encontre disposto a ensinar-lhe algo.

Quem sabe ouvir para compreender, aprimora os conhecimentos e aumenta a percepção em torno das pessoas, das coisas e dos fatos.

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Não queria parecer mais do que realmente é.

Quem sabe conhecer-se, também está informado de que há pessoas mais e menos dotadas, portanto, melhores e piores do que si mesmo.

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Nunca se suponha indispensável.

Quem sabe servir não ignora que está produzindo sempre a benefício de si mesmo.

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Aceite a cooperação dos outros.

Os individualistas, possuem visão moral defeituosa a respeito da sua tarefa na Terra.

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Elabore seus programas com antecipação.

Quem saber ser prudente está preparado tanto para o êxito como para o insucesso, mantendo-se tranqüilo em qualquer circunstância.

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Caso seu trabalho não saia conforme esperava, conserve a serenidade.

Quem sabe manter-se calmo ante o imprevisto, supera o problema e domina a situação.

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Quando encontra uma pessoa que acusa alguém que lhe é antipático, não adicione os resíduos da sua mágoa.

Quem sabe silenciar falhas, poupa-se a muitos arrependimentos.

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Controle suas emoções antes que elas o desgovernem.

Quem sabe conduzir-se com equilíbrio, raramente repete com aflição as experiências.

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Abraçamos uma filosofia existencial que lhe fala da sobrevivência à morte, portanto, de que o homem, na Terra, se está preparando para prosseguir, embora noutro estado vibratório, uma vida que não cessa, não se interrompe.

Quem sabe disso deve estar preparado a todo o momento, porquanto, vivendo hoje, com elevação, amanhã prosseguirá com felicidade.
Kazagrande

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