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domingo, 31 de março de 2013

Um novo amanhecer no exílio

domingo, 31 de março de 2013 - 12 Comments



Olhei pelo retrovisor do carro e vi a cidade de Santa Cruz de la Sierra ficando menor, mais distante…

Lembrei-me do difícil começo aqui na Bolívia... Do quando me custou entender a missão que se descortinava e também do momento em que a percepção se abriu e entendi o caminho que naturalmente devia seguir.

Ali conquistei meu espaço! Nasceu o Exílio do Jaguar e encontrei vocês, meus verdadeiros irmãos, que me sustentam nesta pequena jornada que por ora me é confiada. Ali também coloquei em prática tudo que nossa Doutrina ensina e com simplicidade passei a seguir minhas intuições e o caminho que naturalmente se abria. A vida material deu uma inexplicável guinada, do zero absoluto, onde literalmente a última moeda foi gasta, à criação de meu próprio trabalho, fazendo o quê eu gosto, ajudando muita gente e ainda recebendo bem por isso.

E agora estou novamente rumo ao recomeço... Em uma cidade nova, com gente desconhecida, com um novo trabalho a ser implantado para a garantia do sustento familiar...

Salve Deus! Muita gente pode considerar loucura, deixar tantas conquistas, tanto conforto, tranquilidade, segurança material, e partir para recomeçar. Mas, meus irmãos e irmãs, eu sigo minhas intuições e tenho certeza de que deve ser assim! Não tenho medo, não questiono, apenas sinto o momento, observo os sinais que a vida nos proporciona e sigo o caminho que naturalmente vai se abrindo! Começar de novo? Mole para um Jaguar que tantas vezes já recomeçou nesta e em outras tantas vidas! Desta vez recomeço não pela necessidade, mas por entender que assim deve ser e que a missão existe e me pertence!

Um novo Templo do Amanhecer, novos livros, novas conquistas materiais e espirituais! Que mais posso querer da vida além de ser útil?

Preocupações? Apenas uma: vocês! Na semana passada comentava com minha Ninfa, que estava preocupado por não ter ainda estabilizado tudo para poder voltar a escrever novos textos todos os dias, que haviam e-mails atrasados a serem respondidos... Ela sabiamente me respondeu: Amor, eles lhe conhecem e lhe respeitam! Sabem que responderá a cada um deles, como sempre faz e estarão vibrando com você para que possa voltar logo a escrever todos os dias.

Confesso que uma lágrima não pode ser ocultada naquela hora, pois senti a vibração contida em milhares de e-mails que recebi desde o início do Exílio do Jaguar. O pensamento de vocês, o amor, a vibração com esta pequena jornada chega com intensidade que me faz superar qualquer incompreensão daqueles que ainda se retorcem com seus desânimos e invejas.

Deixo Santa Cruz, feliz! Com a família mais unida e confiante que nunca; com a certeza de estar seguindo o caminho que me é destinado. Certeza tão grande que não tenho receio em publicar aqui. Medo? Eu sou Jaguar! Comigo caminham outros milhares, porque temer?

Hoje entendo a frase do Adjunto Petanaro: “Não Presidente, sou Adjunto de Povo”. Vocês todos são meu povo!

Um fraterno abraço,
Kazagrande

quinta-feira, 28 de março de 2013

Semana Santa - Tradição Católica

quinta-feira, 28 de março de 2013 - 8 Comments

    Comer carne...   Mestre, não somos católicos e nem cultuamos o Jesus Crucificado, e sim o “Caminheiro”, por tanto não deve ter problema comer carne na Sexta-Feira Santa, estou certo?   

Salve Deus! Essa dúvida um dia já foi minha, e sei que ainda é a de diversos médiuns novatos, e até antigos de Doutrina do Amanhecer. Por isso resolvi postar diretamente aqui, no “Exílio do Jaguar”, esta resposta.

Tia Neiva sempre guardou um profundo respeito pela Igreja Católica, berço de sua educação espiritual. Sentia-se emocionada sempre que um padre a visitava, fazendo questão de uma especial deferência por parte de todos.

Em nossa Doutrina, levamos em consideração toda a jornada missionária de Jesus, mesmo sem fazermos uso da imagem do “Cristo Crucificado”, ensangüentado e sofrido.

A mensagem de Jesus, o Caminheiro, traduzida em Amor, Humildade e Tolerância, suplanta a mensagem de martírio tão necessária para comover os embrutecidos por sofrimentos menores. Jesus, quando encarnado, sofreu verdadeiramente as dores do corpo físico, e somente a consciência de sua missão é que o fazia suportar. Não tinha um elixir milagroso contra as chibatadas, e seu corpo não era etérico. Era carne como a nossa. Sentiu as dores como nós sentiríamos.

Para responder a pergunta vou transcrever um trecho da Carta “Partida Evangélica”, escrita por Tia, em 27 de abril de 1983, relatando um fato de 1958, quando iniciava sua descoberta missionária.

“...Entramos no Maracangalha, um restaurante da Cidade Livre. Trouxeram uma travessa de bifes, por sinal muitos, e era Sexta-Feira da Paixão. Eu tinha o princípio da Igreja Católica, não levei nada em consideração, e coloquei um bife no prato.

Naquele instante (na vibração e na desarmonia em que eu vivia), ouvi uns estampidos, era Mãe Yara. “Filha, disse ela, continuas como eras. Já estás tão desajustada que te esqueces dos princípios da Igreja Católica Apostólica Romana? Alerta-te, cuida dos teus sentimentos. O dia de hoje representa, em todos os planos, os mesmos sentimentos por Jesus crucificado. Em todos os planos deste Universo que nos é conhecido, sentimos respeito. Filha, está na hora, devolves o teu bife para a travessa do restaurante.” Eu estava na companhia de três pessoas, como já disse e, vi que não comiam carne. Eles ainda não acreditavam em mim, entre a mediunidade e a loucura. “Como amanhã" – continuou Mãe Yara – “não irás festejar as incompreensões, as fraquezas daquele pobre instrumento que foi Judas”...

...Meu filho entre os diversos conceitos da Igreja que nós respeitamos e, como tornou-se uma tradição em quase todos os sacerdócios, digo: nós não comemos carne às quintas e sextas-feiras da semana santa, nós respeitamos estes conceitos. Eles não nos atrapalham em nossa vida evangélica. E respeitamos as tradições da Igreja Católica, que foi a base de todas as religiões."

Texto integral desta carta em: 

Não é preciso acrescentar nada...

No Templo do Vale do Amanhecer, somente na Sexta-Feira da Paixão, ocorre uma alteração na rotina dos trabalhos:

No 1º Intercâmbio, abre-se a Corrente Mestra e o Intercâmbio, fazendo-se a leitura do Evangelho; os faróis se posicionam na Mesa Evangélica, mas esta não é aberta. Caso haja pacientes abre-se uma Linha de Passes. Da mesma forma se procede no 2º Intercâmbio, exceto no que se refere à pacientes, porque não se abre a Linha de Passes. Às 16 horas abre-se a Mesa Evangélica e, a seguir, os demais trabalhos para atendimento ao público.

Entre 10 e 16 horas, os mestres e ninfas ficam de honra e guarda, buscando permanecer no interior do Templo, emitindo mantras e buscando concentração e meditação.

Kazagrande

quarta-feira, 27 de março de 2013

Salve Deus Ninfa vamos para os Tronos? (Rep.)

quarta-feira, 27 de março de 2013 - 4 Comments


Uma pergunta aparentemente tão simples de fazer e responder, mas que muitas vezes coloca todo nosso dia de Trabalho Espiritual em xeque. Mas por quê?

Uma Ninfa Lua é orientada em seu Desenvolvimento a aceitar sempre o convite, mas existem algumas situações, causadas pelos próprios Doutrinadores, que tornam difícil a resposta imediata.

Para um Doutrinador emplacado, também às vezes é difícil, até mesmo fazer a pergunta.

Para o Ajanã, tão assediado comumente, também pode ser difícil responder...

Vamos ver caso a caso:

A Ninfa recém emplacada normalmente aceita todos os convites que recebe. Está com toda a energia para trabalhar! Existe a natural insegurança, causada pela responsabilidade de ir tão rapidamente tratar de vidas humanas, porém, seu desejo de começar logo a missão que lhe é confiada, fala mais alto, e na maioria das vezes parte para a realização.

Com o passar do tempo, começa a identificar situações que a tornam mais “seletiva”... Imaginem como uma Ninfa, recém emplacada, se sente ao ir para os Tronos, e logo ao incorporar, descobre o cheiro terrível. O Doutrinador comeu um pastel de ovos e fumou uns três cigarros e foi direto para os Tronos. Tudo bem, ele “teoricamente” não vai falar com a Entidade, vai identificar a Entidade e passar ao atendimento, mas na hora da Elevação, quase que a Vovó sobe junto com o irmãozinho. O sovaco do cidadão parece que desconhece a palavra água.

Sei que muitos podem estar rindo disso, mas para uma Ninfa, incorporada conscientemente, manter a sintonia assim é difícil! Lavar o rosto e comer uma balinha “emprestada” já resolveria o primeiro problema. O segundo pode ser resolvido com um pouco de água, e um desodorante emprestado no banheiro ou mesmo umas gotinhas de álcool antes de sair de casa (o álcool nas axilas limpas acaba com o possível odor decorrente do suor – não se preocupe, não estará ingerindo álcool! – Leite de Rosas também é uma boa dica para quem está com o caixa baixo).

Além do fator higiene, que faz parte de nossa conduta, existe o fator sintonia. Como podemos recriminar uma Ninfa que não queira trabalhar com um Mestre que anteriormente estava “nas nuvens” na hora do trabalho? É complicado! Vejam, quando um Doutrinador está “ligado” no trabalho, é possível sentir esta ligação, a sintonia. O Doutrinador pode sentir a chegada do irmãozinho antes dele incorporar, se estiver em total sintonia com o trabalho! Agora, quando acontecem aqueles casos do Comandante ter que avisar o Doutrinador que tem um irmãozinho esperando que ele faça a puxada??? A Ninfa está ali... Consciente do que está se passando! E a confiança, a segurança que ela precisa para a perfeita realização? Como ficam?

Claro que existem as vaidosas... Que só trabalham com Mestres cheios de “medalhas” ou Arcanos. Mas sobre estas já tratamos em textos passados.

Ainda é importante considerar o “teste da Mesa”... O quê é isso? Simples! Quando passam pela Mesa Evangélica antes, as Ninfas percebem, consciente ou inconscientemente, o teor energético e dedicação do Mestre ao Doutrinar e Elevar o irmãozinho no Trabalho. Quando, depois da Mesa, escutam o convite, a voz é identificada, ficando mais fácil ou mais difícil aceitar.

Conheço Mestres (que não são Arcanos) que nunca receberam um não para trabalhar. E outros que nunca conseguem ir aos Tronos...

Em relação aos Doutrinadores emplacados, estes devem ter sempre seus convites aceitos. Negar a chance de trabalho para um Mestre que está iniciando sua jornada é no mínimo falta de caridade. Eles têm que ter total oportunidade. Deveriam ser convidados pelas Ninfas mais experientes e que ainda poderiam passar valiosas orientações, que se fixariam pelo restante de suas jornadas.

Os Ajanãs abordaremos em outra ocasião, mas estes também tem seus porquês.

Kazagrande

Aninha - Uma história real - A pedidos


Aninha era uma médium apará que aparentemente em um “descuido”, acabaram emplacando. Estava sempre no templo! Ia tanto ao templo, que creio que nem dava tempo de lavar o vestido, que um dia fora branquinho. Exalava um cheiro característico da falta de banho e ainda tinha os dentes mal cuidados, que aliado ao cabelo eternamente despenteado contribuía para seu aspecto quase asqueroso. Na mesa evangélica, esmurrava e gritava, além de constantemente “segurar” a incorporação, fazendo muito “mestrão” suar para concluir a elevação no fim do trabalho.

Aninha também estava todos os domingos no desenvolvimento. Freqüentava todas as aulas, repetia as aulas de Iniciação. Todo domingo perguntava ao responsável se já podia iniciar, recebendo não como resposta, não dava ouvidos e continuava como se nada tivesse passado.

Quando Clodomiro assumiu a Coordenação do desenvolvimento, reparou Aninha ela já devia estar há mais de um ano nas aulas de Iniciação.

Sabia que ela nunca ia aos tronos porque ninguém suportava o cheiro. Primeiro quis saber quem havia emplacado-a, para tentar entender. Obviamente, nestas horas, ninguém quer assumir...

Era um domingo, já passava da uma da manhã e ainda tinham pacientes na fila. Quase nenhum médium disposto a ir aos Tronos. Mas a Aninha estava por ali rondando... Clodomiro resolveu “arriscar”: Salve Deus Ninfa, Vamos para os Tronos?

Aninha nem acreditou, olhou para um lado, para o outro, procurando quem o mestrão estava convidando, até que criou coragem e perguntou:

- Eu?

- Sim, vamos para os tronos ninfa?

Quase correndo, sem acreditar, Aninha, que só conseguia ir para os Tronos com algum emplacadinho desavisado, pela primeira vez iria com um Arcano.

O Comandante dos Tronos arriscou tentar avisar Clodomiro:

- Mestre, o senhor conhece esta Ninfa? Ela...

Não pode terminar, Clodomiro disse um solene: Salve Deus! Que teve o sentido de “cale-se” bem compreendido.

O Arcano não parecia incomodado pelo cheiro. Fez o convite, e enquanto tomava seu passe, antes de iniciar o atendimento aos pacientes, o grito:

- AAAAAAAEEEEEEEEEEEIIIIIIIIIOOOOOUUUUUUUU.

Incorporou o irmãozinho. Na hora da elevação “o irmãozinho não queria subir”. Recomeçou tudo de novo, como deve ser, afinal não existe este negocio de fazer 2 ou 3 “obatalás”, ou faz um só, ou faz tudo do começo: puxada, doutrina e elevação. Doutrinou sem enfado, com amor e dedicação.

Quando retornou a Entidade ela começou a falar:

- Salve Deus meu filho, esta filha precisa iniciar. Faz tempo que ela está esperando esta oportunidade.

- Salve Deus Vovó! Sei que esta vossa filha tem muito amor no coração e sente a necessidade de seu espírito trabalhar em prol dos que necessitados que a procuram. Porém, para que ela possa continuar seu progresso nesta Doutrina, precisa ainda compreender que, na grandeza desta missão, precisa aperfeiçoar seu trato com si mesma e com os espíritos, transmitindo assim a luz desta jornada.

- Sim meu filho – assentiu a Preta Velha -, esclareça meu filho os pontos que esta minha filha precisa para esta compreensão.

- Querida Vovó. O cuidado pessoal é muito importante, afinal irá receber e transmitir a vossa luz, a luz bendita que vem de nosso Senhor Jesus Cristo. Cuidar da aparência, da higiene, do uniforme, são coisas que parecem vaidade em um primeiro momento, mas considerando a missão, se transformam no reflexo do respeito que temos pelo trabalho. Dessa forma, procurar estar sempre asseada, cabelos penteados, uniforme limpo, são coisas que ficam importantes para demonstrar este respeito, a senhora não concorda?

- Está certo meu filho! É preciso que se fale isso. Continue.

- Nunca sabemos o paciente que virá ser atendido, ele normalmente é um desconhecido e vai precisar sentir confortável para confiar. Então um “perfuminho”, os dentes escovados, as unhas limpas, vai ajudar também. Não é assim Vovó?

- Sim meu filho! Às vezes é difícil conseguir as coisas materiais, sempre dá para dar um jeitinho.

- Também é importante esclarecer que não se pode render aos sentimentos dos “irmãozinhos” desencarnados que chegam. É claro que se sente vontade de gritar, de esmurrar a mesa, de falar coisas ofensivas, pois eles chegam assim mesmo, revoltados e nem todos estão dispostos a aceitar a doutrina que recebem. Porém, cabe ao Apará controlar estas forças e buscar a sintonia com a Entidade de Luz, com a senhora, por exemplo, para poder controlar esta revolta que sentem, e passar para eles a tranqüilidade e a luz da Doutrina. Esta conduta de manter o controle e passar a calma que eles precisam, é fundamental.

- É meu filho, pena que muitos não enxergam isso e acabam ensinando estes mais novos que chegam a irem por um caminho diferente, demonstrando toda a força que recebem naquele momento. Salve Deus!

- Sim Vovó! Por isso os instrutores têm que sempre orientar que a força está no controle, e não em misturar-se com os sentimentos do sofredor que chega. Quando o espírito vem, recebe a Doutrina e a Elevação, o Apará tem que liberar a incorporação! Não fará bem, nem a ele e nem ao espírito, ficar segurando, esperando que venha uma doutrina que o agrade. Alguns vêm, e compreendem, e seguem. Outros ficarão voltando, até terem condições de se libertar.

- Meu filho você tem uma bela missão neste trabalho de Desenvolvimento. Seu esclarecimento é a luz que muitos filhos de Seta Branca precisam ouvir. Tenha certeza que esta filha vai guardar na lembrança as suas palavras.

- Salve Deus, Vovó! Vamos atender os pacientes?

Então trabalharam o restante daquele fim de noite atendendo os pacientes que aguardavam na fila. Já havia uma nítida mudança no seu comportamento.

Durante a semana a Aninha sumiu. Não foi ao Templo, alguns deram “Graças a Deus” e outros se preocuparam, mas poucos não notaram sua falta.

No domingo lá estava ela no Desenvolvimento. Vestido limpo, cheirando um perfume daqueles que é forte nos primeiros minutos, mas depois “passa”. O cabelo penteado com alguma coisa que parecia gel, mas estava em ordem.

Mal entrou no Templo e foi direto ao Clodomiro perguntando se ele é que iria dar as aulas de Iniciação.

- Salve Deus! Como estou na coordenação, hoje não vou dar aulas. E você já fez suas aulas de Iniciação, não é?

- Sim – respondeu entristecida, pois tinha a esperança de que com ele nas aulas em fim dessem sua autorização.

- Mas vamos fazer o seguinte, vou lhe acompanhar hoje em uma aula do último grupo, aquela de revisão do emplacamento, você aceita?

Resignada ela concordou. Nesta aula Clodomiro, sob os olhos curiosos de outros mestres, acompanhou todo seu trabalho. Orientou passo a passo os pequenos detalhes, tão necessários a conduta de um Apará. Aninha estava diferente, concentrada, com uma cara meio contrariada, mas seguindo a risca as orientações.

Como de costume, ao final da aula, o instrutor responsável pelo grupo pediu os cartões de presença para carimbar. Clodomiro procurou o cartão de Aninha e ela disse que não tinha mais onde carimbar então jogou fora, pois não servia para mais nada mesmo. Ele então pediu para que ela esperasse um pouquinho. Quando retornou trouxe um novo cartão. Ela nem olhou, pendurou no laço de vestido e começou a se dirigir para a saída.

- Ei! Salve Deus Ninfa! Não vai nem olhar o cartão?

- Para quê? Vou ter que fazer tudo de novo, já me deram uns três cartões destes – respondeu já com a voz alterada.

- Duas coisas preciso lhe dizer, primeira: Leia o cartão!

- Já está todo carimbado!– verificou surpresa.

- Veja mais! – Observando o cartão com mais atenção viu que estava também assinada sua autorização para Iniciação Dharma Oxinto.

- Eu... Eu... Eu posso Iniciar?

- Sim, terça-feira. Posso ser seu padrinho?

- Obrigada Mestre! Claro que sim! Quem mais ia querer ser meu padrinho? Que quê eu preciso fazer, como é que eu faço agora? Ai meu Deus, não sei se tenho o dinheiro do colete...

- O quê você precisa fazer, é vir na terça-feira e fazer o Retiro completo, você pode? O resto te explico neste dia de Retiro.

- Sim, eu venho.

Com o rosto lavado de lágrimas, foi novamente se dirigindo para a saída do Templo.

- Salve Deus, ninfa! Falta a segunda coisa!

- Salve Deus! É verdade, o que é?

- A saída correta do Templo é por aquele lado.

Ela fez uma cara de quem ia perder a sintonia de novo, mas se rendeu ao sorriso do Doutrinador. Então, saíram juntos do Templo e ele explicou porque deveria sair sempre por aquele lado, e outros detalhes aos quais ela ouviu com interesse.

No Retiro do dia de Iniciação, ela estava lá as oito da manhã esperando o Templo abrir... Andando de um lado para outro pelo pátio.

Clodomiro chegou um pouco antes das dez e lhe avisou que seu colete havia sido doado pela Lojinha, a pedido do Mestre Raul. Ela tentou tirar algumas notas amassadas par lhe dar, e ele repetiu que era doação e não era nem dele, era de um filho de Tia Neiva, para que ela sentisse a responsabilidade.

Esta história ficou muito comprida, não é? Mas é uma história real! Com os nomes trocados, e contada em forma de crônica, mas toda sua trajetória é real. Passou-se há vários anos no Templo Mãe.

Aninha depois de iniciar mudou muito seu comportamento. Eu mesmo cheguei a trabalhar com ela em um fim de noite, pois ela sempre ficava até o fim do trabalho. Ela elevou e concluiu a Pré-Centúria.

Não virou uma ninfa modelo, mas procurava se cuidar. Às vezes ainda vinha com o cabelo de “doida”, mas normalmente procurava se cuidar. Uma vez ou outra ainda dava um grito na Mesa Evangélica, mas não segurava mais as incorporações, e até conseguia ir aos Tronos sem dificuldade. Alguns anos depois ela sumiu. Nunca soube o quê se passou, simplesmente desapareceu, acho que cumpriu sua missão.

Clodomiro foi duramente criticado pela sua decisão de iniciá-la, mas com o tempo, observando a mudança de Aninha, todos passaram a dizer que a Iniciação tinha consertado a ninfa.

Esta pequena história demonstra o tamanho de nossas responsabilidades, e do perfeito compromisso entre Apará e Doutrinador. Ao conversar com a Vovó sobre aqueles problemas, por fim a ninfa pode ser esclarecida, e em um momento de total sintonia compreender seus problemas. É um pequeno exemplo de muitos que ainda espero ter a oportunidade de contar. Ao “Clodomiro” que, com certeza, irá lembrar desta história, peço que me autorize a contar outras de suas passagens pelo Desenvolvimento, foi um grande instrutor para mim, naqueles primeiros anos em que me tornei instrutor.

Kazagrande

Elisa (uma história real - rep.)


Elisa aguardava ansiosa o inicio do trabalho de Leito Magnético. Havia se preparado para aquela data. Trocado o seu plantão no hospital, encontrado uma amiga para ficar com as crianças e deixado o jantar preparado para seu marido, que não era da Doutrina. Também já havia combinado com antecedência com o Mestre da Lança.

Poder participar de um Trabalho de Leito Magnético era muito difícil para ela. Além de todos os preparativos que tinham que estar organizados com antecedência, ainda tinha a questão do horário de entrada, que nem sempre permitia que jantasse antes de chegar, e de saída, tarde da noite, próximo do última condução para voltar para casa, e também levar a indumentária para o trabalho em uma bolsa enorme, para não amassar muito.

Mas fazia sempre com muito amor! Programava-se para a cada três meses poder estar presente. Queria participar mais, mas tinha a família, o trabalho material, tudo em considerar.

Quando chega o dia, passava sentindo a vibração desde que acordava. Às vezes acabava cantarolando um mantra no meio trabalho e rapidamente olhava em volta para ver se ninguém tinha escutado. Sabe lá como iam interpretar, afinal, muitos ainda tem preconceitos e seu chefe considerava qualquer coisa relacionada a espírito como macumba.

A chegada ao Templo naquele dia não foi diferente. Correndo para poder se trocar e chegar ao Templo confirmando sua presença no Trabalho.

Aguardava ansiosa o início já posicionada, marcando lugar!

Ao seu lado, dois Mestres conversavam animadamente sobre a vida de outro Mestre, que sequer estava presente. Questionavam suas atitudes, riam de como reagia às provocações, e conjecturavam maledicências a serem repassadas. Elisa tentava tirar sua mente daqueles dois encarnados, e sabe Deus mais quantos Alaruês que deveriam estar em volta.

Mas estava difícil. Em pleno Setor Evangélico, na preparação para um trabalho tão grandioso como o Leito Magnético, ficavam desperdiçando suas energias e criando uma vibração contra um irmão. Quando perceberam que ela talvez estivesse escutando, aumentaram a voz passando a se justificar, falando um para o outro que estavam certos, e que o Mestre em questão realmente era um desequilibrado.

Elisa refletiu naquela palavra desequilíbrio...

Fosse verdade ou mentira a história, as vibrações geradas com certeza iriam contribuir para o desequilíbrio daquele Mestre. Centuriões vibrando contra um irmão! Salve Deus!

Fechou os olhos por um instante pensando em como poderia sair dali para não mais ouvir aquelas coisas. Respirou fundo e abriu os olhos e percebeu que os mestres em questão estavam olhando para ela:

- Ninfa, a senhora está passando bem?

- Salve Deus, mestres! Agora estou... Lembrei da carta de Tia que li hoje, alguma coisa assim: A aura capta as forças pela ternura dos seus bons pensamentos. Só conhecemos que estamos evoluídos quando não estamos nos preocupando com os erros dos nossos vizinhos! Estou bem meus irmãos, obrigada!

Falou assim, sem pensar, sem maldade, apenas deixou fluir o quê chegou a sua mente repentinamente, enquanto buscava sintonia.

Os dois calaram-se. Não trocaram nenhuma palavra e seguiram para seus lugares. O poder daquelas palavras de Tia Neiva, fez com que entendessem o quê se passava. Sentiram a lembrança e a própria presença da luz.

Elisa não sentiu vergonha, mas teve necessidade de desculpar-se com os mestres ao final do trabalho.

Ao procurá-los ouviu:

- Salve Deus, Ninfa! Nós só temos a agradecer, não sei o quê se passou, mas sentimos uma vergonha imensa do que estávamos fazendo. E, agora pouco, comentávamos que sem saber, sem combinar, nós dois dedicamos este trabalho àquele mestre que antes vibrávamos em nossa inconsciência.

Salve Deus!

Está história é real em parte, me foi relatada de maneira mais simples e sem este final feliz, que é o que deveria acontecer sempre.

Kazagrande

Existe em cada um de nós uma voz interior que nos alerta sobre o quê devemos fazer. Quando agimos Mal, essa voz interior nos repele, nos culpa... Porém, se praticamos o Bem, ela nos aprova e nos torna felizes. Tia Neiva

quarta-feira, 20 de março de 2013

Vibrações

quarta-feira, 20 de março de 2013 - 13 Comments


Existe em nosso meio uma grande preocupação em relação às vibrações que recebemos, principalmente as negativas, e, infelizmente, nem sempre em relação às vibrações que emitimos.

Mesmo sendo Jaguares, Mestres e Ninfas que dispõem de um plexo iniciático, nos preocupamos pelo que podemos estar recebendo... Ficamos pensando se o “outro” está nos vibrando, inveja, ciúme, maldade, incompreensão e mesmo se não tem uma “macumba” em nossa direção.

Sim, as vibrações existem e nos afetam, porém existem formas de anular por completo qualquer vibração negativa, que possa tentar nos atingir, e como médiuns preparados, temos a obrigação de saber como agir, e principalmente não se preocupar, o quê geraria uma “retribuição” injusta da carga que poderíamos receber.

Vamos analisar um pouco sobre nosso dia a dia... Estamos sujeitos a toda sorte de incompreensões, por parte daqueles que não podem perscrutar nossos sentimentos e conhecer nossas reais intenções. A inveja pelos nossos sucessos, ou o julgamento pelos nossos fracassos, geram uma vibração negativa a nós direcionada. Porém, nada, absolutamente NADA, pode nos atingir se nosso padrão vibratório se mantém em um nível superior à vibração emitida. Por isso, a grande preocupação não deve residir em saber se “está sendo vibrado” e sim, em manter-se bem! Em como está vibrando.

Ao preocupar-se ou considerar que possa estar sendo vibrada, imediatamente seu padrão entra em baixa, permitindo que se houver alguma energia negativa próxima, ela possa penetrar em seu plexo.

Pensar que alguém lhe vibra, faz com que, mesmo inconscientemente você também acabe por vibrar na pessoa. Baixando seu padrão e gerando um ciclo vicioso que só poderá ser rompido pelo reajuste.

E pode ainda acontecer pior, pois se a pessoa a quem pensamos estar vibrando em nós, não fez, ou fez inconscientemente, você emitirá uma energia que pode prejudicá-la gerando uma necessidade de reajuste! Mais importante ainda é considerar o poder que temos em nosso plexo, podemos causar um grande mal, pois nossa resposta, pelas forças que constantemente manipulamos, será sempre desproporcional, desmedidamente superior.

Dias atrás escrevi sobre o Interoceptível e também uma mensagem de Pai João, nestes textos podemos encontrar um pouco da grande responsabilidade que temos em manter nosso padrão elevado, para nossa própria proteção e para a proteção dos outros.

Obviamente somos bombardeados todos os dias por situações vibracionais instáveis e desestabilizadoras. Olhamos e Tv e assistimos notícias de catástrofes, desgraças, corrupção... Ficamos com raiva no trânsito; iramo-nos com vizinhos que nos incomodam ou são incompreensivos; nos estressamos com companheiros de trabalho; até mesmo no lar experimentamos a prova da intolerância.

Todas estas situações possuem fatores energéticos que nos derrubam, que derrubam nosso padrão vibratório.

Porém, há uma forma de transformar todas estas energias. De anular o negativo e emitir o positivo: Amor!!!

Sim, o Amor pode mudar a tudo e a todos! Não precisamos imaginar situações cinematográficas de grandes personalidades da história que mudaram o mundo com o Amor. Podemos em nosso dia a dia, mudar toda a nossa história com a sua aplicação.

Abrace as pessoas! Passe a elas um pouco do muito que já recebeu nesta Doutrina. Não abrace como quem vai embora, mas como quem chega a sua vida com uma boa notícia.

Sorria! Sorria ao receber as pessoas, ao cruzar os olhares pelas ruas... Sem maldade, sem malícia. Sorria um sorriso fraterno, acolhedor, que fará a pessoa sorrir também para o próximo que encontrar.

Expresse seu amor na família! Quantas vezes é difícil dizer “eu te amo” aos pais, aos filhos, a sua companheira(o), mas encontramos facilidade de xingar quem nos dá uma fechada no trânsito, ou que nos empurra no ônibus lotado.

Praticar o Amor assim, sem a absurda vergonha de demonstrar o que sente em função de todo Amor já recebido de nossos Mentores. Revestiremos assim nosso plexo com toda a proteção que precisamos. Semearemos mais boas vibrações do que qualquer quantidade negativa que possa tentar nos atingir.

O Amor traz naturalmente a Humildade, a Tolerância, as máximas do Evangelho de Nosso Senhor Jesus que tanto pregamos em nossa missão.

O Amor nos faz invulneráveis! Até mesmo nosso karma pode ser aliviado pela nossa conduta semeando o Amor.

Semeando o Amor, modificaremos toda a vibração ao nosso redor, começaremos a auxiliar verdadeiramente a mudar o mundo, a prepará-lo para a tão propalada Nova Era. Melhoramos nossa vida!

Salve Deus!
Já passamos do tempo de brincar!

Kazagrande

Gravação de Tia Neiva – Parte 2



   Vibrações

... E eu vos direi que, pela passagem de tua história saberás o que te reservarás, pelas passagens na tua história, saberás o que te reservarás!

Deus nos deu a inteligência e o poder que fala pelas vibrações. Preste atenção na tua história, e sem caluniar este ou aquele, veja na Lei do Auxílio o que poderás mudar.

Se tens capacidade de acalmar algumas passagens prementes de tua história no livro de tua vida.

Meu filho, meu irmão, nenhum homem pode ser feliz se estiver rodeado de vibrações e discórdia.

As forças vibratórias que vêm dos que estão em harmonia com os poderes superiores, forças de vibrações harmoniosas, são tanto mais fortes transmitidas pela lei do auxílio.

A Lei do Auxílio, meu irmão, é o desejo de caridade, de estar sempre preparado e indo em auxílio de um desamparado, dos desamparados.

A Lei do Auxílio é estar sempre pronto emitindo o bem, esclarecendo, mesmo quando não temos capacidade de auxiliar os outros, auxiliar a nós mesmos.

E se não estivermos em condições de auxiliar, estando, sentindo a capacidade ao menos de não julgar aos outros, de não culpar os espíritos, os Exus, os terreiros, se não começar com essas culpas já está na Lei do Auxílio, já está ajudando a si mesmo.

Veja, meu irmão, na maioria reclamamos, sentindo-nos injustiçados:

– Ah, Meu Deus! Eu faço tanta caridade, ajudo tantos! Eu sou um injustiçado!

E só conhecemos quando estamos sendo vibrados, no entanto, e nem uma só vez nos lembramos de fazer um exame de consciência para ver se não estamos fazendo alguma injustiça.

É verdade, só lembramos que estamos injustiçados e não fazemos um exame de consciência para ver se não estamos sendo injustos, para ver se não estamos fazendo alguma injustiça!

Saiba que o maior desajuste é o julgamento! O julgamento meu irmão:

 – Alguém está de olho gordo em mim... Alguém está invejando... O meu vizinho é um malvado...!

Não esquece que você também é um vizinho!

Meus irmãos! Saibam mais uma vez, que o maior desajuste é o julgamento! A preocupação que estamos sendo vibrados, acaba por vibrar em outro, que nada tem contra ti, ele se isenta, voltando contra ti mesmo.

Sim, começamos a sentir, a dizer, a mentalizar, a puxar as vibrações, as pessoas que estamos vibrando são protegidas por Deus, pelos seus Mentores, e as vibrações muitas vezes voltam-se contra a gente.

Quantas vezes, eu consulto pessoas que me afirmam estarem sendo vibradas, no entanto, elas mesmas captam as más influências, porque sem qualquer análise vão se jogando contra os que dizem ser os seus inimigos.

Tia Neiva

Trino Araken – 3


Dando seqüência aos áudios com o Trino Araken.
Kazagrande

Cada reencarnação é uma rica e feliz oportunidade que é dada a um Espírito. E nós, além do compromisso cármico, viemos com a oportunidade de exercer a Mediunidade para evoluirmos e facilitar a nossa libertação.

Escuto falarem em “cobradores” como se fossem um castigo. Contudo, muitas vezes aquele cobrador é até melhor que você! Você teve a oportunidade de uma encarnação e ele ainda não, mas não podemos afirmar que ele não estaria fazendo melhor que nós mesmos.

Meus irmãos, para se doutrinar um Espírito, para mostrar o caminho para um Espírito, é preciso ter emanação, senão ele não vai lhe ouvir nunca:

- Este camarada aí??? O quê é que ele tem? Só fala da boca para fora! O quê ele pode fazer por mim? Em quê ele pode me ajudar?

E é verdade meus irmãos!

Quantas vezes saem espíritos decepcionadíssimos, às vezes até revoltados. Querendo é cobrar do Mentor que lhe trouxe até aqui.

Pois ele chega aqui e sai daqui hiper-revoltado. Isso é muito triste para nós, e lamentavelmente, esta nossa Tribo, esta nossa Falange, ela não está melhorando, e nós sabemos disso. É necessário que cada um procure despertar dentro de si.

Não se evolui um Espírito com conversa da boca para fora, por mais bonitas que as palavras fiquem, se não houver emanação, se não desprender uma verdadeira energia de amor, não passa nada. Porque o Espírito conhece a nós, às vezes melhor do que nós mesmos, pois muitos nos acompanham desde que nascemos, e sabem se estamos falando da boca para fora. Também reconhecem, sentem e se emocionam quando emanamos amor do fundo do nosso ser.

Só podemos encaminhar um espírito, nos encaminhando também! Se emitirmos amor, ele sai dali reflito deste amor e com coragem de mudar sua vida, afinal se você conseguiu, ele também pode! Assim vai pensar.

Os cobradores não chegam do nada, não vem de pára-quedas para um encontro no Templo. Ao nos identificar, eles nos acompanham no dia a dia, vêem nossas dificuldades e armam ciladas, colocam pedras em nossos caminhos... Quando superamos as armadilhas, quando demonstramos que evoluímos, eles também começam a ver que vale a pena mudar, e assim podem querer voltar para Deus.

Tudo o que eu queria era que compreendessem que precisamos melhorar. Nos tornarmos pessoas melhores. Não queria precisar ficar falando dos trabalhos e consagrações, somente do quanto é importante que melhoremos.

Infelizmente muitos já pensam que já somos Espíritos evoluídos, que já não precisamos de nada, que os outros precisam da nossa ajuda e nós não precisamos, mas na realidade meus irmãos, nós estamos é lustrando a nossa própria casca. Em vez de tirar, de quebrar, nós só estamos lustrando, estamos polindo.

E, Mestres, nós temos muita coisa ainda para tirar, mas muita mesmo! Somos Espíritos de muita força, mas estamos num patamar distante, tem muita coisa ainda para nós.

Vamos melhorar! Quando falo isso para os senhores, estou falando para mim também, porque eu estou transmitindo para os senhores a experiência própria. Precisamos Mestres, melhorar muito ainda.

Observem que nem entre nós conseguimos nos unir. O que mais a gente vê é um malhando o outro, um vibrando no outro, um com inveja do outro, dentro do nosso grupo! Por aí vocês vêem onde é que nós estamos ainda. É necessário meus irmãos, que nos esforcemos muito, mas muito, por melhorarmos um pouco.

Ainda está em tempo meus Mestres. Ainda está em tempo, mas é necessário que cada um de nós mude por dentro, comece a arrancar esta casca brilhosa, esta armadura toda reluzente. Porque nesta busca meus irmãos, de encarnação em encarnação, o quê que nós estamos buscando? O quê realmente nós estamos buscando?

Eu vou lhes responder: Nós estamos buscando a nós mesmos! Nós estamos procurando nos encontrar conosco mesmos. No dia que isso acontecer, a busca termina, e nós não precisamos mais reencarnar. Nós estamos buscando a nossa própria identidade, a nossa Individualidade, meus irmãos. E quando isso acontece, nós somos libertos, e não é fácil, é uma longa jornada.

Um espírito sofredor precisa de muito amor, e precisamos ter muita paciência com ele, principalmente se temos dívidas com ele. São espíritos inteligentes, às vezes muito mais do que nós. Muitos têm muita força e compromissos, como nós. E só pelo amor, pela emanação de nosso padrão vibratório, pelo nosso trabalho honesto, é que poderemos libertá-los.

Não é só despejar um rosário de palavras, fazer "OBATALÁ" e tá tudo feito!!! Não é não!

Se o médium não tem procedimento, não tem moral, não vai ter Mentor ali perto dele. Porque seu Mentor vai se prestar a isso, nenhum Mentor se presta a isso. Ele nunca vai perder o tempo dele desse modo, nem tem condições para isso.

Eu lhes disse, uma Entidade Evoluída, uma Entidade de Luz é a Força Direta de Jesus! Imaginem o privilégio que cada um de nós tem, de ter um Iluminado Mensageiro de Jesus a protegê-lo, a orientá-lo, a ajudá-lo nas dificuldades, no Trabalho Espiritual, nas manipulações, nas preces, nas obsessões. Mas para isso, nós precisamos estar com a mente no lugar. Não é um simples ato, é necessário uma consciência, e uma consciência segura, para que amanhã não haja uma decepção muito grande.

Não é Pai Seta Branca que castiga, não são as Entidades, mas estes “cobradores” fazem o papel, porque se o Médium sai do compromisso dele, sai do juramento dele, sai da conduta dele, vai passar a ser uma presa fácil.

Lidar com Espíritos meus irmãos, não importa se evoluídos ou não, não é brincadeira não! É algo muito mais sério do que os senhores possam pensar. Não brinquem meus irmãos!

Somos uma Falange, e temos grandes protetores que vivem junto a Jesus, que se esforçam em nos ajudar, mas nós ainda não perdemos aquela arrogância de encarnações passadas.

Vamos apanhar muito meus irmãos, mas muito, se não tentarmos realmente melhorar. Não é da boca pra fora, mas no coração meus irmãos. Tirar esta terra pesada que está em nossos corações.

Tivemos muitas encarnações na Terra. Já fizemos muita coisa ruim, mas também já fomos instrumentos de muitas coisas boas para a Humanidade. Mas isso não basta para a nossa evolução.

Vamos nos preocupar mais em nos Evangelizar, em nos Doutrinar. Temos esta mediunidade e temos a consciência de nosso compromisso, e nos foi proporcionado tudo que é possível para melhorarmos.

Cada um no seu estágio, cada um dentro das suas dificuldades, senão meus irmãos, nós não vamos conseguir, e é melhor, é muito melhor meus irmãos, que caia o véu do nosso rosto agora, e a gente enxergue a realidade, mesmo que seja decepcionante, porque aqui nós temos ainda a oportunidade de corrigir, de melhorar; do que isto acontecer quando chegarmos do outro lado, porque lá, a chance já é bem mais difícil.

Precisamos quebrar esse desamor que há dentro de nós, e isso Mestres, é só cada um consigo mesmo. Não tem outro jeito!

Falar, falar em   Jesus,  falar  no   Evangelho,  é  muito  fácil.  Agora, segui-lo e praticá-lo não meus irmãos! É muito simples, mas exige muito de nós, porque exige que nós quebremos tudo de mau que há dentro de nós... Não é nas outras pessoas, é em nós!

Não é escudado em Radares, em Títulos. Não Mestres! Isto é o Mestrado, isso não vai nos levar a nada se nós não acordarmos, não despertarmos dentro de nós.

Meus irmãos, se nós temos um equilíbrio, se nós temos um comportamento, uma conduta, nós realizamos grandes Trabalhos. Nós temos oportunidade de ajudar muita gente, e de receber ajuda.

O Espírito se liberta da Terra, chega numa Faixa Vibratória, mas ele vê que existem outras também, e ele chega na outra e vê que existem mais e mais. Este Universo de Deus Pai Todo Poderoso é muito grande. E sempre se busca a perfeição, um aprimoramento. Está na hora de nós buscarmos também!

Trino Araken, Mestre Nestor em gravação de aula de 7º Raio

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